Foto: Montagem/g1/Arquivo pessoal
Uma mulher de 28 anos foi brutalmente espancada pelo ex-namorado na madrugada de domingo (3), na região da Freguesia do Ó, Zona Norte de São Paulo. O caso foi registrado como violência doméstica, lesão corporal e ameaça na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). O agressor fugiu após o crime.
De acordo com o relato da vítima, identificada como Julia Andrade Abreu, ela foi atacada com socos, chutes, mordidas e até golpes com um pedaço de madeira dentro de um carro e, posteriormente, em um posto de combustíveis. Câmeras de segurança registraram parte das agressões.
Julia contou que manteve um relacionamento de mais de um ano com o suspeito, Thiago Lucas de Vasconcelos, de 31 anos, e que a relação era marcada por comportamentos abusivos, incluindo violência psicológica e verbal. Mesmo após o término, ocorrido há cerca de um ano, os dois ainda mantinham contato.
No dia do crime, a vítima havia utilizado o carro do ex para ir ao hospital e, posteriormente, foi buscá-lo. Segundo ela, o homem estava alterado e sob efeito de álcool. Durante o trajeto, ele começou a xingá-la e, em seguida, iniciou as agressões ainda dentro do veículo.
“Ele começou a me bater sem parar. Foram vários minutos de socos, tapas, me enforcando. Eu só queria sair dali”, relatou.
A violência continuou fora do carro, quando Julia tentou fugir e buscar ajuda em um posto de gasolina. No local, ela foi perseguida e agredida novamente com extrema brutalidade.

Foto: Arquivo pessoal
“Ele jogou objetos em mim, me bateu com madeira, me chutou muito. Achei que não ia sobreviver”, disse.
A vítima conseguiu escapar após pedir ajuda aos funcionários do estabelecimento, que intervieram quando também foram ameaçados. O agressor fugiu antes da chegada da Polícia Militar.
Julia sofreu diversas lesões pelo corpo e relatou estar abalada emocionalmente. “Fisicamente estou com muita dor, mas emocionalmente é ainda pior. Tenho medo constante de que ele volte”, desabafou.
Ela também criticou o atendimento recebido na delegacia, afirmando ter aguardado cerca de nove horas e relatado falta de empatia por parte de agentes. Segundo Julia, chegou a ouvir comentários inadequados durante o registro da ocorrência.
Após o caso, a Justiça concedeu uma medida protetiva de urgência nesta quarta-feira (6), determinando que o agressor mantenha distância mínima de 300 metros da vítima e de seus familiares, além de proibir qualquer tipo de contato.