Foto: WILLIAN MOREIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Um funcionário da concessionária ViaMobilidade morreu na madrugada desta quarta-feira (6) após sofrer uma descarga elétrica durante um serviço de manutenção na Linha 9-Esmeralda, na cidade de São Paulo.
De acordo com a empresa, o acidente ocorreu por volta de 1h20, nas proximidades da estação Morumbi. A vítima foi identificada como Adriano Alves Ferreira, de 43 anos. Ele chegou a ser socorrido por equipes do Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos. Informações preliminares registradas em boletim de ocorrência apontam que a causa da morte foi descarga elétrica.
Em nota, a ViaMobilidade lamentou o ocorrido e informou que está prestando apoio à família do colaborador. Adriano era casado e pai de uma menina. A concessionária também afirmou que colabora com as autoridades na apuração das circunstâncias do acidente.
Este não é o primeiro caso do tipo envolvendo a empresa. Em 2022, outro funcionário morreu enquanto realizava reparos em um transformador de energia.

Investigação sobre falhas
Paralelamente ao acidente, o Ministério Público de São Paulo anunciou, na terça-feira (5), a abertura de um novo inquérito civil para investigar falhas recentes na operação das linhas administradas pela ViaMobilidade.
O promotor Silvio Marques, da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, destacou que episódios como descarrilamentos, falhas técnicas e problemas operacionais podem indicar possíveis violações no contrato de concessão das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, além da Linha 5-Lilás do metrô.
Entre os principais problemas apontados em denúncias estão atrasos frequentes, falhas de energia e sinalização, superlotação, falta de manutenção, número insuficiente de trens em horários de pico e até uso inadequado da estrutura ferroviária para fins comerciais.
Segundo o MP, esses novos fatos podem indicar o descumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2023, no qual a concessionária se comprometeu a investir valores significativos na melhoria dos serviços.
Fiscalização e possíveis penalidades
A Agência de Transporte do Estado de São Paulo também acompanha os problemas registrados nas linhas e informou que solicitou relatórios técnicos detalhados sobre incidentes recentes, incluindo descarrilamentos.
Caso seja comprovado descumprimento contratual, a agência poderá aplicar multas que variam de R$ 40 mil a R$ 4 milhões.
Até a última atualização, órgãos do governo estadual não haviam se manifestado sobre o caso.