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Uma empresa localizada em Rafard, no interior de São Paulo, foi alvo da operação “Fluxo Oculto”, deflagrada pelo Ministério Público na manhã desta quinta-feira (28). A investigação aponta que a empresa é suspeita de participar de um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a empresa Petrodansk, que atua no setor de destilação para as indústrias química e farmacêutica, teria emitido mais de 10 mil notas fiscais falsas, movimentando cerca de R$ 1 bilhão em operações fraudulentas.
Além da empresa em Rafard, um terminal de combustíveis em Paulínia também foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a operação.
Desdobramento da Operação Carbono Oculto
A “Fluxo Oculto” é um desdobramento da Operação Carbono Oculto, realizada em agosto do ano passado pelo Ministério Público de São Paulo em conjunto com a Receita Federal. A ação investiga a infiltração do PCC no setor de combustíveis, com suspeitas de lavagem de dinheiro, adulteração de produtos e sonegação fiscal.
De acordo com as autoridades, o esquema criminoso utilizava empresas para movimentar recursos ilícitos por meio da emissão de notas fiscais fraudulentas.
Mandados em vários estados
Ao todo, foram cumpridos 55 mandados de busca e apreensão em 13 cidades do estado de São Paulo e também em outros três estados brasileiros. Equipes do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) deram apoio às ações realizadas nas regiões de Piracicaba e Campinas.
Empresa ainda não se pronunciou
A reportagem da EPTV, afiliada da TV Globo, informou que tentou contato com a empresa Petrodansk, mas não obteve retorno até a última atualização da matéria. O espaço segue aberto para manifestação da empresa investigada.