O ex-deputado federal e pré-candidato à Presidência da República pelo Mobiliza, Cabo Daciolo, voltou a se envolver em polêmicas ao questionar publicamente a identidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Conhecido por suas declarações de forte teor religioso e teorias contestatórias, Daciolo afirmou não acreditar que o atual mandatário seja quem diz ser.
A declaração foi feita durante a participação do político em um podcast no YouTube que conta com mais de 3 milhões de inscritos. Segundo o ex-parlamentar, a energia e a disposição física demonstradas pelo presidente não condizem com a sua idade e histórico médico.
"Vou falar agora, porque senti no coração. Estava tão em silêncio, esperando uma ordem divina para falar. Eu não acredito que esse camarada que está andando pelo Brasil todo falando que é o Lula seja o Lula", afirmou Daciolo.
O ex-deputado tentou justificar sua tese questionando o estado de saúde do presidente, que tem mais de 80 anos. Lula costuma utilizar as redes sociais justamente para compartilhar sua rotina de exercícios físicos intensos e rebater críticas sobre sua vitalidade. Para Daciolo, no entanto, as imagens causam desconfiança. Ele pontuou que não compreende como alguém idoso e que já passou por procedimentos cirúrgicos complexos "continua correndo igual uma gazela, igual uma criança".
Apesar da acusação, o pré-candidato não apresentou provas e não revelou quem, em sua visão, teria assumido o lugar do chefe do Executivo.
Ceticismo sobre o atentado de 2018
O atual presidente não foi o único alvo das declarações de Daciolo no programa. Pouco antes de levantar dúvidas sobre a identidade de Lula, o ex-parlamentar afirmou que nunca acreditou no atentado sofrido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em Juiz de Fora (MG), durante a campanha eleitoral de 2018.
"Para mim aquilo foi um fato montado, tanto é que nunca investigaram aquilo ali até hoje", declarou o político, ignorando os inquéritos da Polícia Federal que concluíram que o autor do ataque, Adélio Bispo, agiu sozinho e sofria de distúrbios mentais.
Defesa de discursos anteriores
Ao longo da entrevista, Daciolo argumentou que suas falas, muitas vezes classificadas como "loucura" ou teorias da conspiração, acabam sendo validadas pelo tempo.
Ele relembrou sua participação nos debates presidenciais de 2018, quando mencionou temas como a "Nova Ordem Mundial", Illuminati e planos de redução populacional. "Disseram que eu era louco. Mas as coisas aconteceram. E as pessoas passaram a me ouvir", concluiu o pré-candidato, demonstrando convicção de que seus eleitores e ouvintes compreenderão seus novos questionamentos.