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Justiça decreta prisão preventiva de CAC que baleou mulher trans e porteiro em Santo André
Por Moisés Moura
Publicado em 26/04/2026 14:39
SÃO PAULO

SANTO ANDRÉ – A Justiça de São Paulo converteu em preventiva a prisão de Mario Augusto Annunziata, de 31 anos, durante audiência de custódia realizada no último sábado (25). O homem, que possui registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), é o principal suspeito de balear uma mulher trans e um porteiro na madrugada de sexta-feira (24), no bairro Campestre.

O Crime e as Vítimas

O ataque ocorreu na Rua Marina. Segundo as investigações e imagens de câmeras de segurança, o suspeito desembarcou de uma caminhonete Fiat Toro preta, aparentemente alterado, e disparou à queima-roupa contra as vítimas:

  • Roberta (24 anos): Atingida na região da cabeça.

  • Aparecido Donizeti (69 anos): Porteiro de um estabelecimento local, baleado nas pernas ao sair para verificar o barulho dos disparos.

Ambas as vítimas foram socorridas e, apesar da gravidade do ataque, sobreviveram. As imagens obtidas pela polícia mostram o momento exato em que Roberta é atingida e cai no chão, enquanto o agressor foge logo em seguida.

Investigação e Prisão

A Polícia Civil conseguiu localizar o suspeito horas após o crime na Zona Leste da capital paulista, na empresa de seu pai. A identificação foi possível graças ao rastreamento do veículo utilizado na fuga.

Na residência da família de Mario Augusto, os agentes apreenderam:

  1. A caminhonete Fiat Toro preta;

  2. Uma pistola 9mm (suposta arma do crime);

  3. Uma arma calibre .380;

  4. Carregadores e munições diversas.

Motivação e Procedimentos Legais

Embora Mario Augusto tenha optado pelo silêncio durante o interrogatório, uma testemunha presencial o reconheceu como o autor dos disparos. Em depoimento, essa testemunha afirmou que o suspeito frequentava a região e que o crime teria sido motivado por uma discussão banal envolvendo uma acusação de furto de celular.

Status do Caso: Mario Augusto foi autuado em flagrante por dupla tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil. Com a conversão para prisão preventiva, ele permanecerá detido por tempo indeterminado enquanto aguarda o desenrolar do processo judicial.

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