Primeira massa de ar polar "de verdade" é esperada apenas para a virada de maio; abril deve ter características de verão, com tardes abafadas e pancadas de chuva.
O outono começa oficialmente nesta sexta-feira (20), às 11h45, mas o paulistano que espera aquele alívio imediato no calor precisará de paciência. Segundo modelos meteorológicos recentes, a estação chega com temperaturas acima da média histórica em todo o estado de São Paulo, e o cenário de calor intenso que marcou o fim do verão não deve dar trégua tão cedo.
De acordo com a Climatempo, o mês de abril será o mais parecido com o verão dentro da nova estação. O padrão dominante para as próximas semanas na capital e no interior será de:
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Tempo abafado durante o dia;
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Céu carregado no período da tarde;
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Pancadas de chuva isoladas e típicas de fim de dia.
Bloqueio do frio e influência do El Niño
A ausência de massas de ar frio com força suficiente para derrubar as temperaturas é a principal característica deste início de estação. Um dos motivos é a transição climática no Oceano Pacífico: o fenômeno La Niña perdeu força, dando lugar ao desenvolvimento gradual do El Niño ao longo do trimestre abril-maio-junho.
Este processo favorece a manutenção do calor por mais tempo e abre espaço para ondas de calor pontuais. Na capital paulista, as tardes devem registrar marcas entre 27°C e 33°C logo nos primeiros dias de outono.
Quando o frio chega?
Um resfriamento mais perceptível só é aguardado para maio, quando os dias ficam mais curtos e as noites começam a registrar temperaturas mais frescas, especialmente nas áreas de maior altitude, como a Serra da Mantiqueira, onde os primeiros nevoeiros devem aparecer.
"A primeira massa de ar polar com força de verdade deve chegar apenas na virada de maio para junho, trazendo mínimas em torno de 10°C na cidade de São Paulo", projeta a Climatempo.
Alerta para a seca
Além do calor, o outono paulista deve ser mais seco do que o normal. A tendência é de volumes de chuva abaixo da média em praticamente todo o estado.
Enquanto abril ainda reserva algumas pancadas, a transição para o período de estiagem será sentida com mais força a partir de maio. Meteorologistas reforçam que, por enquanto, não há nenhum fenômeno no horizonte próximo capaz de derrubar as temperaturas de forma duradoura.