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Polícia pede prisão de tenente-coronel suspeito na morte de PM com tiro na cabeça em SP
Por Moisés Moura
Publicado em 18/03/2026 09:44 • Atualizado 18/03/2026 10:04
SÃO PAULO

 

Prisão ocorreu na manhã desta quarta-feira (18) no bairro Jardim Augusta; defesa do oficial afirma que morte foi provocada pela própria vítima.

Um tenente-coronel da Polícia Militar foi preso na manhã desta quarta-feira (18), em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Ele é suspeito de envolvimento na morte da esposa, que também era policial militar. A vítima foi encontrada morta com um tiro na cabeça no mês passado.

A detenção aconteceu por volta das 8h12, em um apartamento no bairro Jardim Augusta, na região central da cidade. A ação contou com agentes da Polícia Civil e da Corregedoria da PM. O oficial deve ser encaminhado ao 8º Distrito Policial de São Paulo para interrogatório e, após exames de corpo de delito, seguirá para o Presídio Militar Romão Gomes.

Laudos e investigação

O pedido de prisão foi feito à Justiça após a Polícia Técnico-Científica anexar laudos ao inquérito. Os documentos apontam indícios sobre a dinâmica do disparo e a profundidade dos ferimentos, o que levou a investigação a considerar a hipótese de crime no contexto de violência doméstica.

De acordo com a polícia, exames indicaram que a vítima não havia consumido álcool ou drogas e não estava grávida. Manchas de sangue foram localizadas em diferentes cômodos do imóvel, reforçando a necessidade do aprofundamento das apurações.

O caso ocorreu no dia 18 de fevereiro. O corpo da policial passou por exumação, e o laudo necroscópico identificou lesões no rosto e no pescoço.

Versões conflitantes

A defesa do tenente-coronel sustenta que a morte foi provocada pela própria vítima e afirma aguardar a conclusão de todos os laudos periciais.

Já os familiares da policial contestam a versão e defendem que ela foi vítima de um crime. Mensagens atribuídas à vítima, apresentadas pela defesa da família, indicariam conflitos no relacionamento, incluindo relatos de ciúmes excessivos e comportamento controlador por parte do oficial.

A Polícia Civil aguarda resultados complementares do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística para concluir o inquérito e esclarecer a dinâmica dos fatos.

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