Levantamento da ANP mostra que o combustível atingiu média de R$ 6,46 no Brasil. Tensões no Oriente Médio e valorização do petróleo impulsionam a alta nas bombas.
O bolso do brasileiro voltou a sentir o peso dos combustíveis nesta semana. Segundo o levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina no país subiu pela segunda vez consecutiva, atingindo R$ 6,46.
O cenário de alta, que começou no fim de fevereiro (R$ 6,28) e passou por R$ 6,30 na semana anterior, culminou em registros atípicos em grandes metrópoles. Em São Paulo, o litro do combustível chegou a ser encontrado por impressionantes R$ 9,29 em alguns postos, um dos maiores valores registrados no território nacional.
Por que o combustível subiu?
A pressão sobre os preços vem, principalmente, do mercado externo. Especialistas apontam que a valorização do petróleo é o reflexo direto das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel.
"O risco de impacto na oferta global e a possibilidade de prolongamento dos conflitos fazem o mercado reagir imediatamente", diz o relatório.
Mapa dos Preços
A variação regional continua acentuada. Enquanto o Norte do país registra médias superiores a R$ 7,00, o Sudeste e o Sul apresentam valores ligeiramente mais baixos, apesar da tendência de alta.
| Estado / Região |
Preço Médio (Gasolina) |
| Rio Grande do Norte |
R$ 6,98 |
| Bahia |
R$ 6,90 |
| Rio Grande do Sul |
R$ 6,35 |
| Rio de Janeiro |
R$ 6,31 |
| Minas Gerais |
R$ 6,28 |
Diesel acompanha a alta e preocupa logística
O óleo diesel também não escapou do reajuste. O valor médio saltou de R$ 6,08 no início do mês para R$ 6,80 na última semana. O aumento acende um alerta vermelho para os setores de transporte e logística, já que o custo do frete é diretamente impactado.
No estado do Pará, o diesel já é comercializado pela média de R$ 7,21, enquanto na Bahia o valor chega a R$ 7,18. Em São Paulo, a média ficou em R$ 6,78.
Orientação ao consumidor
O Procon-SP informou que está monitorando a escalada dos preços para coibir práticas abusivas. A recomendação para o motorista que encontrar valores fora da curva é tentar a resolução direta no estabelecimento ou formalizar uma denúncia junto ao órgão de defesa do consumidor.