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Prefeita de Bauru se manifesta após prisão do marido e nega irregularidades em contrato do lixo
Em vídeo publicado nesta terça-feira (20), Suéllen Rosim afirmou que não pode ser responsabilizada por mensagens interceptadas na investigação e declarou confiar no esclarecimento dos fatos
Por Felipe Augusto
Publicado em 21/10/2026 10:23
Região

A prefeita de Bauru (SP), Suéllen Rosim (PSD), se manifestou publicamente nesta terça-feira (20) após a prisão preventiva do marido, Renato Purini, ex-secretário municipal de Governo, ocorrida em 16 de outubro. Ele é investigado por suspeita de participação em um esquema para fraudar a licitação da concessão dos serviços de gestão de resíduos sólidos no município.

A prisão ocorreu durante uma nova fase da Operação Cavalo de Troia, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Segundo as investigações, Purini é suspeito de integrar uma organização criminosa que teria atuado para direcionar a licitação e pressionar vereadores a aprovar o projeto.

No vídeo divulgado nas redes sociais, Suéllen afirmou que precisou de alguns dias para assimilar os acontecimentos, cuidar da família e lidar com questões relacionadas à gestação antes de se pronunciar.

A prefeita também declarou que não pode ser responsabilizada por conversas e mensagens interceptadas no curso das investigações.

“Muitas coisas estão sendo ditas: falas, mensagens e, gente, falas e mensagens pelas quais eu não posso ser responsabilizada”, afirmou.

Prefeita nega contrato bilionário assinado

Durante o pronunciamento, Suéllen negou a existência de desvios de recursos públicos e afirmou que não houve assinatura de um contrato bilionário para a gestão do lixo em Bauru.

O projeto investigado é estimado em R$ 5,2 bilhões ao longo de 30 anos e está no centro das apurações conduzidas pelo Gaeco.

“Falam de desvio de recurso público, de bilhões de reais, de contrato bilionário assinado e eu vou reafirmar aqui: não houve contrato assinado de bilhões de reais e eu jamais compactuaria com o desvio de dinheiro público”, declarou.

A prefeita disse acreditar que os fatos serão esclarecidos e manifestou respeito ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

“Eu acredito que tudo vai ser esclarecido no momento oportuno e no lugar certo”, afirmou.

As investigações apuram suspeitas relacionadas ao processo de concessão dos serviços de gestão de resíduos sólidos. A prisão de Purini é preventiva, e as suspeitas investigadas ainda dependem de apuração e comprovação no âmbito judicial.

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