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"Me soou um pouco Jânio Quadros", diz vice-prefeito de São Manuel ao comparar renúncia de vereador
Por Moisés Moura (MTB 01022885/SP)
Publicado em 21/10/2026 08:52
São Manuel

IMAGENS CEDIDAS SÃO MANUEL EM FOCO TV

Gê Barros, presidente local do Republicanos, lamenta saída de Davi Pires da Câmara Municipal e rebate alegações de perseguição política

SÃO MANUEL — A renúncia do vereador Davi Pires (Republicanos) da Câmara Municipal de São Manuel provocou reações no meio político local. Em entrevista, o vice-prefeito e presidente do diretório municipal do partido, Gê Barros, lamentou a decisão e criticou o ex-aliado, comparando a justificativa apresentada por Pires ao histórico episódio da renúncia do presidente Jânio Quadros em 1961.

A alegação de que o parlamentar estaria sofrendo "perseguição política" foi o ponto central rebatido pelo vice-prefeito.

"Ele veio falar de perseguição política, me soou um pouco meio a Jânio Quadros, né? Aquele lá em 25 de agosto de 1961, então presidente da República, renuncio falando de forças terríveis, de forças ocultas..."

Barros completou a reflexão histórica ressaltando as consequências do gesto de 1961 para o país, quando a renúncia de Jânio desencadeou a crise política que culminou no regime militar de 1964. "Tivemos 21 anos depois de ditadura militar, a democracia do Brasil ficou 21 anos adormecida...", pontuou.

Rompimento e decepção

Na avaliação de Gê Barros, a justificativa do ex-vereador busca transferir a responsabilidade por decisões pessoais. "É muito fácil você jogar a responsabilidade dos seus atos ao vento", afirmou o vice-prefeito, ressaltando que a bancada e a gestão municipal mantiveram postura de distanciamento em relação a controvérsias internas do parlamentar.

Segundo Barros, Davi Pires havia sido eleito com mais de 500 votos no pleito mais recente graças ao trabalho conjunto do grupo político, mas passou a se distanciar da base governista e a migrar para a oposição antes de deixar o cargo.

"Eu fico triste de poder ver um membro do meu partido que teve mais de 500 votos na eleição simplesmente chegar e renunciar ao cargo, deixando todos esses votos a ver navios..."

Com a vacância na Câmara Municipal de São Manuel, o suplente Cléber Bem Vindo assume a cadeira. Barros deu as boas-vindas ao novo parlamentar, definindo-o como um "grande quadro partidário" que dará continuidade aos trabalhos da Casa Leis.

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