A rede varejista Casas Bahia encerrou as atividades de sua unidade em Criciúma, no Sul de Santa Catarina. O fechamento faz parte de uma das maiores reestruturações da história recente da companhia, que resultou no encerramento de 298 lojas em todo o Brasil e na demissão de aproximadamente 1,9 mil colaboradores.
Um comunicado fixado na fachada da loja catarinense informou aos clientes sobre o fim das operações, agradecendo pela parceria e confiança ao longo dos anos. A empresa orientou os consumidores sobre como proceder para o pagamento de carnês, emissão de faturas, atendimento e retirada de compras realizadas online.
Mapeamento do Impacto
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Corte na rede física: O fechamento das 298 unidades representa uma redução de cerca de 28,7% do total de pouco mais de mil lojas que a rede operava no país.
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Quadro de funcionários: Foram cerca de 600 desligamentos registrados e outros 1,3 mil a 1,4 mil cortes previstos na reestruturação nacional.
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Orientação aos clientes: Canais digitais e de atendimento continuam operando normalmente para suporte a pagamentos e serviços.

Cenário Financeiro e Estratégia
A medida drástica reflete a tentativa da gigante do varejo de estancar perdas financeiras acumuladas. A companhia registrou prejuízo de R$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre de 2026 — marca que supera o dobro do prejuízo computado no mesmo período do ano anterior. Em 2025, o resultado negativo consolidado somou R$ 3 bilhões.
Enfrentando os impactos de despesas financeiras elevadas e do endividamento das famílias brasileiras, a empresa já havia recorrido à recuperação extrajudicial em 2024 para renegociar dívidas. Segundo a diretoria da Casas Bahia, o reajuste na rede física visa cortar custos, melhorar a geração de caixa e buscar o retorno à lucratividade.