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Motorista embriagado que atropelou e matou jovem em São Paulo é solto após audiência de custódia; família protesta e cobra justiça
Por Felipe Augusto
Publicado em 26/07/2026 11:51
SÃO PAULO

 

A decisão da Justiça de conceder liberdade provisória ao motorista acusado de atropelar e matar uma jovem de 24 anos na Zona Leste de São Paulo gerou revolta entre familiares e amigos da vítima. Neste sábado (25), parentes de Raielly Oliveira da Silva realizaram um protesto pedindo que o responsável volte a ser preso.

O acidente aconteceu na manhã da última segunda-feira (20), na Vila Jacuí. Raielly caminhava para o trabalho ao lado de duas primas quando foi atingida por um veículo conduzido por Paulo César de Araújo Ribeiro, de 53 anos.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), antes de atropelar Raielly, o motorista já havia se envolvido em outro acidente. Após colidir com um veículo, uma jovem foi arremessada e sofreu fraturas na perna. Mesmo assim, ele fugiu sem prestar socorro. Pouco depois, atingiu Raielly e, na sequência, perdeu o controle da direção, capotando o carro sobre uma ciclovia.

Segundo o boletim de ocorrência, o motorista dirigia embriagado, não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e deixou o local sem prestar assistência às vítimas. O teste do bafômetro apontou 0,85 miligrama de álcool por litro de ar alveolar.

Apesar de ter sido preso em flagrante pelos crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor, fuga do local do acidente e dirigir sem habilitação, Paulo César foi colocado em liberdade após audiência de custódia, mediante o cumprimento de medidas cautelares.

Durante o protesto, a mãe de Raielly, Alexandra Alves da Silva, cobrou justiça e lamentou a perda da filha, que deixou uma menina de apenas 5 anos.

"Ela deixa uma filha de 5 anos. A vida dela era trabalhar para cuidar da filha", afirmou.

Emocionada, Alexandra disse que espera que o motorista seja responsabilizado.

"Eu só quero justiça. Ele tem que ser preso. Ele estava bêbado."

A tia da vítima, Gleide Selma Alves da Silva, também destacou o sofrimento da criança, que, segundo ela, pede pela mãe todos os dias.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que o veículo foi apreendido e encaminhado para perícia. O caso foi registrado no 24º Distrito Policial, na Ponte Rasa.

O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que teve acesso apenas à decisão que determinou a liberdade provisória do motorista, mas não aos fundamentos utilizados pela magistrada ou pelo magistrado para conceder a soltura. A Corte não detalhou os critérios que embasaram a decisão.

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