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Vice-prefeito Ge Barros aponta irregularidades em obras da gestão passada e projeta 'prejuízo duplo' para o município
Por Moisés Moura
Publicado em 18/07/2026 14:17
São Manuel

Em entrevista à Rádio Clube, o político afirmou que pressa para inaugurar reformas no Museu e no Mercadão em ano eleitoral resultou em estruturas malfeitas e perda de convênios estaduais.

As reformas do Museu Municipal e do Mercado Público tornaram-se alvo de duras críticas por parte da atual administração municipal. Em entrevista concedida à Rádio Clube, o vice-prefeito Ge Barros detalhou os problemas herdados de convênios firmados em 2020 e 2021, que, segundo ele, foram executados às pressas pela gestão anterior para coincidir com o ano eleitoral de 2024.

De acordo com o vice-prefeito, a pressa em entregar as benfeitorias resultou em uma série de falhas estruturais graves. Barros relatou problemas de infiltração e vazamentos no telhado do museu, falhas no restauro das janelas e calçadas do edifício, além de execuções incorretas nas obras do Mercadão.

"A administração passada, para poder entregar isso no ano eleitoral, em 2024, acelerou a obra. Obra malfeita. Tivemos problema de infiltração, vazamento no telhado do museu, problema no restauro das janelas, na calçada e na execução das obras do Mercado Municipal", afirmou Ge Barros.

O impacto financeiro: 'Prejuízo duplo'

O cenário descrito pelo vice-prefeito indica um impacto financeiro severo para os cofres públicos locais. Como os projetos não seguiram os padrões de qualidade exigidos e divergiram das planilhas orçamentárias originais, o município precisará arcar com despesas extras e devolver repasses do Governo do Estado.

O prejuízo para a cidade se dará em duas frentes:

  • Refação com recursos próprios: A prefeitura já está utilizando dinheiro do tesouro municipal para corrigir os erros estruturais deixados.

  • Devolução de verbas estaduais: O município terá que devolver os recursos dos convênios ao Estado, uma vez que a prestação de contas foi reprovada devido ao não cumprimento do projeto acordado.

"Nós vamos ter um prejuízo duplo aí. Nós já tivemos que fazer a reforma dessas obras que foram malfeitas [com dinheiro da Prefeitura] e ainda vamos ter que devolver o dinheiro para o Estado", lamentou o político.

Secretaria de Turismo reconhece a situação

Ge Barros também destacou que a própria Secretaria de Estado de Turismo manifestou ciência de que os problemas foram gerados pela gestão anterior. Segundo o relato, técnicos do órgão estadual reforçaram que houve demora excessiva para consolidar os convênios no início e uma aceleração inadequada no período que antecedeu as eleições.

"Eles demoraram demais para poder consolidar o convênio, depois aceleraram a execução das obras porque era ano eleitoral e entregaram tudo fora do que estava planejado e planilhado", concluiu o vice-prefeito.

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