Foto: Madelyne Boer/TV TEM
Um empresário de 53 anos, proprietário de uma empresa de locação e manutenção de equipamentos em São José do Rio Preto (SP), denunciou à polícia ter sido vítima de um golpe após alugar uma empilhadeira avaliada em aproximadamente R$ 70 mil para supostos representantes de uma empresa de Sertãozinho (SP).O caso foi registrado no Plantão Policial na última terça-feira (2). Segundo o empresário, após a entrega do equipamento, os contratantes deixaram de responder às cobranças e bloquearam todos os canais de comunicação. Dias depois, a máquina foi localizada anunciada para venda em uma rede social.
De acordo com o boletim de ocorrência, o primeiro contato foi feito por um homem que se apresentou como responsável pelo setor de compras de uma empresa situada no Jardim Europa, em Sertãozinho. Durante as negociações, o empresário também conversou com outras duas pessoas por diferentes números de telefone.
Antes de fechar o negócio, a vítima informou ter realizado consultas cadastrais utilizando os dados e o CNPJ fornecidos pelos supostos clientes. Após a verificação, foi firmado um contrato de locação de uma empilhadeira Clark, modelo C25L, pelo valor mensal de R$ 4 mil, com prazo inicial de 60 dias, além da cobrança de frete por quilômetro rodado.
A entrega do equipamento ocorreu no dia 26 de maio. Segundo o empresário, ele próprio levou a empilhadeira até o endereço informado e foi recebido por duas mulheres em um barracão. Durante a visita, ele chegou a registrar imagens do veículo utilizado pelas suspeitas.
O contrato previa que a primeira parcela fosse paga sete dias após a entrega, com vencimento em 1º de junho. No entanto, o pagamento não foi realizado. Após diversas tentativas de contato sem sucesso, a vítima passou a suspeitar de fraude.
A confirmação da suspeita veio na terça-feira, quando representantes da empresa encontraram um anúncio de venda da empilhadeira em um grupo de comércio em rede social. O equipamento foi identificado por meio de fotografias e características específicas da máquina.
Para o empresário, o caso indica uma prática criminosa conhecida como “queima” rápida de patrimônio, em que bens obtidos de forma fraudulenta são revendidos rapidamente para dificultar sua recuperação pelas vítimas.
Ainda segundo o registro policial, esta não é a primeira vez que a empresa sofre um golpe semelhante. Em uma ocorrência anterior, uma empilhadeira também teria sido alugada de forma fraudulenta e posteriormente colocada à venda.