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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou nesta segunda-feira (1º) a sexta morte por febre amarela registrada no estado em 2026. A vítima é um homem de 54 anos, morador de Lençóis Paulista, no interior paulista, que não possuía histórico de vacinação contra a doença.
Com a confirmação do novo caso, o estado passa a contabilizar 10 registros da doença em humanos neste ano. De acordo com a Secretaria da Saúde, todas as vítimas fatais registradas até o momento eram homens, com idades entre 38 e 64 anos, e nenhuma delas havia sido imunizada contra a febre amarela.
Em nota, a Prefeitura de Lençóis Paulista informou que recebeu a confirmação do caso na tarde desta segunda-feira e que a ocorrência está sendo investigada pelas autoridades de saúde. O município também anunciou que uma equipe da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) realizará uma avaliação técnica na cidade nesta terça-feira (2).

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Segundo o balanço estadual, os casos de febre amarela em humanos registrados em 2026 estão distribuídos da seguinte forma: cinco em Lagoinha, dois em Cruzeiro, um em Araçariguama, um em Cunha e um em Lençóis Paulista.
Já os óbitos ocorreram em Lagoinha, com quatro mortes, além de um caso em Cunha e outro em Lençóis Paulista.
Além dos casos em humanos, a Secretaria Estadual da Saúde confirmou recentemente o primeiro caso de febre amarela em primata não humano neste ano, identificado em Santo André, na região do Grande ABC. A presença do vírus em macacos é considerada um importante indicativo da circulação da doença em áreas de mata, parques e regiões próximas a corredores ecológicos.
As autoridades reforçam que os macacos não transmitem a febre amarela. Eles atuam como sentinelas naturais, ajudando os órgãos de saúde a identificar áreas de risco. A transmissão da doença ocorre exclusivamente pela picada de mosquitos infectados.
Nas áreas silvestres, os principais transmissores são mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Já no ambiente urbano, o vetor é o Aedes aegypti, o mesmo responsável pela transmissão da dengue. O Brasil não registra casos de febre amarela urbana desde 1942.
A Secretaria Estadual da Saúde orienta que pessoas ainda não vacinadas procurem uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para atualização da carteira de vacinação. A imunização é gratuita e considerada a principal forma de prevenção contra a doença.
Os sintomas iniciais da febre amarela incluem febre alta de início súbito, calafrios, dor de cabeça intensa, dores musculares, náuseas, vômitos, cansaço e fraqueza. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para complicações que levam à morte.