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Mulher que morreu após procedimento estético em SP havia feito lifting facial dias antes, aponta investigação
Por Moisés Moura
Publicado em 27/05/2026 07:20
SÃO PAULO

 

A mulher de 48 anos que morreu na manhã desta terça-feira (26), após passar mal em uma clínica estética no bairro Brooklin, na Zona Sul de São Paulo, havia realizado outro procedimento estético apenas quatro dias antes da morte. A informação consta no depoimento prestado pela filha da vítima à Polícia Civil.

Segundo o boletim de ocorrência, Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, moradora de Mato Grosso do Sul, passou por um lifting facial na última sexta-feira (22). De acordo com familiares, ela não apresentou complicações após esse procedimento.

Roseli viajou para São Paulo para realizar aplicações estéticas nos glúteos e na parte posterior das coxas com a médica Tábita Nunes Marcolino Jorge, que atendia em uma clínica instalada no edifício Brooklin Office. O procedimento foi realizado na segunda-feira (25).

Ainda conforme o BO, a médica afirmou que Roseli retornaria à clínica nesta terça-feira para dar continuidade ao tratamento na região do quadríceps. A vítima teria conhecido a profissional pelas redes sociais, onde a médica divulga conteúdos sobre “harmonização glútea”.

A filha relatou à polícia que, na manhã desta terça, a mãe começou a sentir fortes dores, mal-estar e o coração acelerado. Segundo o depoimento, Roseli chegou a dizer que acreditava que iria morrer, pois sentia o peito “chiando” e o coração “muito acelerado”.

Após os sintomas, Roseli entrou em contato com a médica, que orientou que ela fosse até o consultório para avaliação. Durante o trajeto de um hotel até a clínica, em um carro de aplicativo, a vítima perdeu a consciência.

A investigação aponta que Roseli havia recebido aplicação de PMMA (polimetilmetacrilato) nos glúteos e coxas um dia antes de passar mal. O PMMA é uma substância sintética utilizada em procedimentos de preenchimento corporal e que, segundo especialistas, pode provocar complicações graves, como embolia, infecções e até morte, principalmente quando utilizado em grandes volumes.

De acordo com o boletim de ocorrência, Roseli chegou desacordada ao prédio onde funciona a clínica. Funcionários e a médica tentaram reanimá-la no hall do edifício até a chegada do Samu, mas a morte foi confirmada às 10h05.

O caso foi registrado pela Polícia Civil, que investiga as circunstâncias da morte e os procedimentos realizados na vítima.

 
 
 
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