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A Justiça de São Paulo decidiu nesta segunda-feira (25) que Douglas Alves da Silva irá a júri popular pelo crime de feminicídio contra Tainara Souza Santos, de 31 anos. O acusado também responderá por tentativa de homicídio contra Lucas Brito Galvão Silva, de 19 anos.
O caso ganhou grande repercussão nacional pela brutalidade do crime ocorrido em 29 de novembro de 2025, na Marginal Tietê, na capital paulista. Segundo as investigações, Tainara foi atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro pelo carro conduzido por Douglas.
A audiência de instrução aconteceu no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo. Durante a sessão, foram ouvidas 12 testemunhas e o réu também foi interrogado. Com a decisão, Douglas permanece preso preventivamente e sem direito de responder ao processo em liberdade.
De acordo com a Polícia Civil, o crime teria sido motivado por ciúmes. A investigação aponta que Douglas e Tainara tiveram um relacionamento breve e que ele não aceitava o fim da relação. Imagens de câmeras de segurança e relatos de testemunhas mostraram o momento em que a vítima foi atropelada e arrastada pela Marginal Tietê antes de ser abandonada ainda com vida nas proximidades de um posto de combustíveis.
Tainara foi socorrida em estado gravíssimo e encaminhada ao Hospital das Clínicas. Durante a internação, precisou amputar as duas pernas após complicações causadas pelos ferimentos. Ela permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), passou por diversas cirurgias, mas não resistiu e morreu no dia 24 de dezembro, véspera de Natal.
Na delegacia, Douglas alegou que o atropelamento teria sido acidental e afirmou não conhecer Tainara. Segundo ele, teria acelerado o veículo sem perceber que a mulher estava presa sob o carro. No entanto, testemunhas e as investigações da polícia apontam que a ação foi intencional e que o motorista ignorou alertas de pedestres e outros condutores.
Antes da audiência, a defesa do acusado afirmou considerar “prematura” a realização da sessão e voltou a contestar a acusação de feminicídio, alegando não haver provas de relacionamento entre Douglas e Tainara.
Com a decisão da Justiça, o caso será levado ao Tribunal do Júri, onde Douglas será julgado pelos crimes. Em caso de condenação por feminicídio, a pena pode variar entre 20 e 40 anos de prisão.