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Sabesp suspende obras com interferência em rede de gás após explosões em São Paulo
Por Felipe Augusto
Publicado em 15/05/2026 22:12 • Atualizado 15/05/2026 22:16
SÃO PAULO

Foto: Reprodução/TV Globo

A Sabesp anunciou a interrupção, por 15 dias, de todas as obras realizadas em vias públicas no estado de São Paulo que tenham interferência direta em redes do sistema público de gás. A medida foi adotada após a explosão registrada na segunda-feira (12), no bairro Jaguaré, na Zona Oeste da capital paulista, que resultou na morte de dois homens.

Segundo a companhia, a paralisação tem caráter preventivo e busca revisar procedimentos operacionais, protocolos de segurança e fluxos de atuação nas obras executadas pela empresa. A Sabesp também informou que será elaborado um plano adicional de melhorias para reforçar a segurança operacional.

Até esta sexta-feira (16), tanto a Sabesp quanto a Comgás ainda não haviam apresentado explicações sobre o acidente à Arsesp. O prazo estabelecido pelo órgão regulador terminou nesta sexta.

Na quarta-feira (14), o governador Tarcísio de Freitas anunciou que cerca de 30 obras realizadas entre a Sabesp e outras concessionárias seriam paralisadas temporariamente e que o manual de boas práticas passaria por revisão.

Apesar do anúncio, uma escavação da Sabesp realizada na Rua Senador Amaral Furlan, em Itaquera, na Zona Leste da capital, perfurou uma rede da Comgás e provocou um vazamento de gás na quinta-feira (15). A intervenção não fazia parte das 30 obras inicialmente suspensas.

Situação no Jaguaré

Foto: Reprodução

A chuva desta sexta-feira alterou a rotina dos moradores afetados pela explosão no Jaguaré. O mau tempo interrompeu as demolições realizadas pela Defesa Civil na região. Segundo o órgão, os trabalhos poderão ser retomados neste sábado (17), caso as condições climáticas melhorem.

De acordo com o último levantamento da Defesa Civil e da CDHU, 16 residências foram condenadas e marcadas para demolição. Outras 22 casas tiveram interdição parcial e precisarão passar por reformas, enquanto 99 imóveis já foram liberados.

Moradores relatam dificuldades diante da situação. Algumas casas tiveram a estrutura comprometida, inclusive telhados danificados, o que agravou os transtornos durante a chuva. Também há reclamações sobre os valores das indenizações oferecidas, considerados insuficientes para a compra de imóveis semelhantes na região.

 

Na manhã desta sexta-feira, quatro famílias visitaram apartamentos da CDHU e aceitaram a mudança para um empreendimento localizado a cerca de 10 quilômetros da Rua Piraúba. A Sabesp e a Comgás irão custear os novos imóveis temporariamente.

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