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Juíza de 34 anos morre após procedimento de fertilização; caso é investigado pela polícia
Por Moisés Moura
Publicado em 08/05/2026 07:07
SÃO PAULO

A juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, começou a ser velada às 17h desta quinta-feira (7), na Primeira Igreja Batista, em Mogi das Cruzes. A magistrada morreu na última quarta-feira (6), após complicações ocorridas depois de um procedimento de coleta de óvulos realizado em uma clínica de reprodução assistida da cidade. O caso foi registrado como morte suspeita e morte acidental e está sendo investigado pela polícia.

Natural de Niterói, Mariana atuava no Poder Judiciário do Rio Grande do Sul desde 2023. Atualmente, exercia suas funções no Foro de Sapiranga, na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde trabalhava desde fevereiro deste ano.

O sepultamento está marcado para esta sexta-feira (8). Um cortejo sairá às 9h em direção ao Cemitério da Saudade, também em Mogi das Cruzes.

Colegas de trabalho e assessores prestaram homenagens à magistrada, destacando sua dedicação profissional e o carinho com que tratava toda a equipe. O assessor Maurício Silva Colferai afirmou que Mariana era considerada mais do que uma chefe.

“Era uma amiga. Uma pessoa incrível, com uma história de superação muito bonita”, declarou.

Segundo ele, os três assessores que trabalhavam com a juíza no Rio Grande do Sul viajaram até São Paulo para acompanhar a despedida.

De acordo com o boletim de ocorrência, Mariana realizou uma coleta de óvulos para fertilização in vitro na manhã de segunda-feira (4). Após receber alta, ela voltou para casa, mas passou a sentir fortes dores e sensação de frio. Com a piora do quadro, retornou à clínica ainda no mesmo dia.

Posteriormente, a magistrada foi encaminhada para uma maternidade da cidade, onde ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Na terça-feira (5), ela passou por uma cirurgia, mas o quadro clínico evoluiu de forma grave, levando à morte.

Em nota, a clínica Invitro Reprodução Assistida lamentou o falecimento e informou que a equipe médica adotou todos os protocolos necessários desde os primeiros sinais de complicações, além de providenciar o encaminhamento hospitalar e acompanhamento da paciente.

 

O corpo da magistrada foi encaminhado para perícia, e a investigação deve esclarecer se houve falha no atendimento médico ou se a morte ocorreu em decorrência de complicações relacionadas ao procedimento.

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