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Luto no Esporte: Morre Oscar Schmidt, o "Mão Santa", aos 68 anos
Por Moisés Moura
Publicado em 17/04/2026 17:11
BRASIL

O esporte mundial se despede de um de seus maiores ícones. Faleceu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, Oscar Schmidt. O ex-jogador de basquete passou mal em sua residência, em Alphaville, e foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, em Santana do Parnaíba (SP), mas não resistiu.

A família comunicou o falecimento ressaltando a coragem de Oscar, que por mais de 15 anos enfrentou a batalha contra um tumor cerebral com resiliência. Em nota, parentes agradeceram o carinho do público e informaram que as cerimônias de despedida serão restritas a familiares e amigos próximos.

Homenagem Recente e Saúde

Apenas nove dias antes de seu falecimento, no dia 8 de abril, Oscar foi oficialmente eternizado no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Na ocasião, representado pelo filho Felipe Schmidt, o ídolo foi celebrado por sua dedicação absoluta à Seleção Brasileira. Oscar lutava contra o câncer desde 2011, tendo passado por diversas cirurgias e tratamentos ao longo de mais de uma década.

A Trajetória do Maior Cestinha da História

Nascido em Natal (RN) em 1958, Oscar trocou o sonho do futebol pelas quadras de basquete devido à sua altura, iniciando sua jornada em Brasília e consolidando-se no Palmeiras aos 16 anos.

Destaques de uma carreira lendária:

  • Recordista Olímpico: Disputou cinco Olimpíadas (1980 a 1996), tornando-se o maior cestinha da história dos Jogos, com 1.093 pontos.

  • Glória em Clubes: Conquistou o Mundial de Clubes pelo Sírio em 1979.

  • Domínio na Europa: Atuou por 11 temporadas na Itália, principalmente no JuveCaserta, consolidando-se como uma estrela internacional.

  • Hall da Fama Duplo: É um dos raros atletas a figurar tanto no Hall da Fama da FIBA quanto no da NBA, mesmo sem nunca ter jogado na liga americana — uma escolha pessoal para continuar defendendo a Seleção Brasileira.

O Legado do Camisa 14

Conhecido pela precisão lendária de seus arremessos, o eterno camisa 14 foi o principal responsável por popularizar o basquete no Brasil. Para seu filho, Felipe, o reconhecimento recebido em vida pelo COB foi o "último capítulo de uma carreira cheia de vitórias".

Oscar Schmidt deixa um legado de determinação que transcende as quadras, sendo lembrado não apenas pelos pontos convertidos, mas pelo amor incondicional à bandeira brasileira.

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