O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo suspendeu, nesta terça-feira (7), o exercício profissional do psiquiatra Rafael Pascon dos Santos, investigado por uma série de crimes sexuais durante atendimentos em cidades do interior paulista.
A medida é uma interdição cautelar, aplicada dentro de um processo ético-disciplinar, e impede legalmente o médico de continuar atuando na profissão enquanto as investigações seguem em andamento.
Segundo as autoridades, o psiquiatra está preso preventivamente desde outubro de 2025 e responde a acusações que somam 32 denúncias, incluindo casos de importunação sexual e estupro de vulnerável.
Os crimes teriam ocorrido durante consultas nas cidades de Marília, Garça e Lins.
Processos na Justiça
O médico é réu em dois processos que tramitam sob segredo de Justiça. Em ambos, pacientes relatam comportamentos inadequados durante atendimentos, incluindo toques, comentários de cunho sexual e outras condutas consideradas abusivas.
As investigações apontam que os relatos seguem um padrão semelhante entre as vítimas, a maioria mulheres adultas.
Prisão mantida
A defesa chegou a solicitar a liberdade do acusado, mas o pedido foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça. Com isso, ele permanece detido em uma unidade prisional no interior do estado.
Atuação profissional
Antes da prisão, o psiquiatra atendia em clínica particular e também no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Garça.
Denúncias
Os relatos das vítimas indicam situações ocorridas dentro de consultórios, durante atendimentos médicos. Algumas mulheres afirmam que demoraram para denunciar, mas decidiram procurar a polícia após tomarem conhecimento de outros casos semelhantes.
⚠️ Importante: Casos de abuso devem ser denunciados. Procure a Delegacia da Mulher ou ligue 180, canal nacional de apoio às vítimas.