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Irã confirma acordo com os EUA e sinaliza reabertura do Estreito de Ormuz por duas semanas
Por Felipe Augusto
Publicado em 07/04/2026 21:08
Região

O governo do Irã confirmou nesta terça-feira (7) um acordo com os Estados Unidos que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz por um período inicial de duas semanas — rota estratégica por onde passa grande parte do petróleo mundial.

O anúncio ocorre após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que decidiu adiar por duas semanas possíveis ataques ao Irã, condicionando a decisão à reabertura da via marítima.

De acordo com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, o entendimento foi alcançado com mediação de autoridades do Paquistão. Ele destacou que o país irá suspender ações defensivas, desde que não haja novos ataques contra o território iraniano.

Em comunicado, Araghchi afirmou que, durante o período de trégua, navios poderão transitar com segurança pelo Estreito de Ormuz, desde que haja coordenação com as Forças Armadas do Irã e respeito a limitações técnicas.

As negociações entre os dois países devem começar oficialmente na sexta-feira (10), no Paquistão. Segundo o governo iraniano, os Estados Unidos teriam solicitado diálogo com base em uma proposta de 15 pontos, enquanto aceitaram discutir a partir de um plano de 10 pontos apresentado por Teerã.

A TV estatal iraniana classificou o acordo como um “recuo humilhante” de Trump, afirmando que os termos propostos pelo Irã foram aceitos. Ainda assim, autoridades do país ressaltam que a trégua não representa o fim do conflito.

Foto: Evan Vucci/Reuters

Entre as exigências iranianas estão o fim das sanções impostas pelos Estados Unidos, o pagamento de compensações e a liberação de ativos financeiros congelados.

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã declarou que o país seguirá em alerta, afirmando que qualquer ação hostil será respondida “com força total”.

 

Antes do acordo, Trump havia estabelecido prazo até as 21h desta terça-feira (horário de Brasília) para que o Irã aceitasse reabrir o Estreito de Ormuz, chegando a ameaçar ataques contra infraestruturas estratégicas iranianas. Posteriormente, afirmou ter adiado a ofensiva após pedido de autoridades paquistanesas, que atuam como mediadoras nas negociações indiretas entre os dois países.

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