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Laudo do IML aponta envenenamento como causa da morte de estudante de medicina em Marília
Por Moisés Moura
Publicado em 14/03/2026 10:27
Região

Um laudo do Instituto Médico-Legal (IML) concluiu que a estudante de medicina Carolina Andrade Zar, de 22 anos, morreu por intoxicação aguda por arsênio, caracterizando envenenamento por agente químico. O caso ocorreu em maio de 2025, no município de Marília.

A jovem foi encontrada desacordada e chegou a ser socorrida e levada a um hospital da cidade, mas não resistiu e morreu no mesmo dia. Inicialmente, o caso havia sido registrado como suicídio. No entanto, com a conclusão da perícia — finalizada no fim de janeiro de 2026 — a Polícia Civil passou a investigar a possível participação de terceiros na morte.

Segundo a defesa da família, a confirmação da presença de arsênio representa um avanço importante nas investigações. O advogado Caio Silva afirmou que, a partir do resultado pericial, as diligências devem se concentrar na identificação da origem da substância e na verificação de eventual envolvimento de outras pessoas na obtenção do produto químico.

 Perícia em dispositivos eletrônicos

Durante o inquérito, instaurado em 26 de maio de 2025, o celular e o tablet da estudante foram apreendidos. A análise desses aparelhos poderá recuperar mensagens e registros de comunicação considerados relevantes para o esclarecimento dos fatos.

De acordo com o pai da jovem, o advogado Fauez Zar Junior, os dispositivos conteriam um material organizado pela própria estudante, com cerca de 65 páginas de registros e capturas de tela, além de um áudio de aproximadamente 17 minutos, no qual ela relataria acontecimentos anteriores à morte.

 Hipóteses investigadas

Entre as linhas de investigação estão um aborto provocado em 2024 e a possibilidade de indução ao suicídio, supostamente relacionados ao ex-namorado da estudante. A família sustenta que o comportamento do então companheiro teria agravado um quadro de depressão enfrentado por Carolina.

O processo corre sob segredo de Justiça, e o material citado pela família não foi disponibilizado publicamente. Até o momento, a defesa do ex-namorado não havia sido localizada para comentar o caso.

 

As investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte e identificar eventuais responsabilidades. 

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