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Professora morre após passar mal em aula de natação; polícia investiga intoxicação por produtos químicos em academia de SP
Por Moisés Moura
Publicado em 10/02/2026 09:44 • Atualizado 10/02/2026 09:46
Região

Uma professora de 27 anos morreu após passar mal durante uma aula de natação em uma academia na Zona Leste de São Paulo. O caso ocorreu no último sábado (7), na academia C4 Gym, localizada no Parque São Lucas, e é investigado pela Polícia Civil como possível intoxicação causada pela manipulação inadequada de produtos químicos na piscina.

A vítima foi identificada como Juliana Faustino Bassetto. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que ela deixa a piscina e, já no saguão da academia, começa a gesticular demonstrando falta de ar. Ainda com trajes de banho, Juliana se senta e passa a ser amparada por outras pessoas. Mais de quatro minutos depois, ela é retirada do local e levada para atendimento médico.

Juliana chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital Santa Helena, em Santo André, mas não resistiu e morreu horas depois.

Segundo o delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial, a principal hipótese é de que gases tóxicos liberados pela mistura de produtos químicos dentro do ambiente fechado da piscina tenham provocado a reação que levou à morte da professora.

“O manobrista faz a mistura dos produtos químicos e leva para a piscina”, afirmou o delegado em coletiva de imprensa.

Imagens obtidas pela polícia mostram um homem manipulando produtos químicos ao lado da piscina, enquanto alunos ainda estavam na água. De acordo com a investigação, a mistura teria sido preparada em um balde de 20 litros e deixada próxima à piscina, aguardando o fim da aula para ser despejada na água.

Como o local é fechado e com pouca ventilação, os gases teriam se espalhado rapidamente, causando asfixia nos alunos.

No mesmo dia, Juliana participava da aula com o marido, Vinicius Oliveira, que relatou que a água apresentava odor e gosto anormais. Após a atividade, ambos passaram mal e alertaram o professor responsável.

Vinicius foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Brasil, onde permanece internado na UTI, em estado grave, porém estável. Um adolescente de 14 anos também segue internado, necessitando de auxílio respiratório. Outras duas vítimas receberam alta médica. Ao todo, cinco pessoas foram afetadas, entre nove alunos que estavam na piscina.

O homem responsável pela manipulação dos produtos químicos ainda não foi localizado pela polícia.

Durante a apuração, a polícia constatou ainda que a academia não possuía alvará de funcionamento, além de apresentar instalações elétricas precárias. A Subprefeitura da Vila Prudente informou que o local foi lacrado por irregularidades documentais e falhas de segurança.

Em nota, a academia C4 Gym afirmou que prestou atendimento imediato aos envolvidos, que está oferecendo suporte às vítimas e que colabora com as investigações.

 

O caso segue sob investigação pela Polícia Civil.

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