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Jovem é condenado à pena de morte no Irã; família diz que ele não teve advogado e visita durou apenas 10 minutos
Por Felipe Augusto
Publicado em 14/01/2026 12:18
MUNDO

O iraniano Erfan Soltani, de 26 anos, foi condenado à pena de morte no Irã e pode ser executado já na próxima quarta-feira (14). Segundo familiares, o jovem não teve acesso a um advogado durante o processo e a família só foi autorizada a visitá-lo por 10 minutos, sob forte vigilância das autoridades.

De acordo com parentes, Erfan foi detido em meio à repressão contra manifestações populares que pedem o fim do regime dos aiatolás. Eles afirmam que o julgamento ocorreu de forma acelerada, sem garantias legais básicas e sem transparência.

O caso provocou repercussão internacional. A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou estar “horrorizada” com a repressão no país do Oriente Médio, citando prisões arbitrárias, julgamentos sumários e condenações à morte relacionadas aos protestos.

Entidades de direitos humanos afirmam que o Irã vem usando a pena de morte como instrumento de intimidação política para conter as manifestações. As organizações pedem a suspensão da execução e um novo julgamento, com direito à ampla defesa e respeito às normas internacionais.

 

Até o momento, o governo iraniano não comentou oficialmente as denúncias feitas pela família de Erfan Soltani.

Erfan Soltani, manifestante preso no Irã — Foto: Reprodução/Instagram

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