Marília (SP) entrou em estado de alerta após registrar um aumento expressivo nos acidentes envolvendo escorpiões em 2025. De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica, foram 265 notificações neste ano, contra 177 no mesmo período de 2024 — um crescimento de quase 50%.
Segundo a Vigilância, a elevação está diretamente relacionada às altas temperaturas, que favorecem a proliferação e a maior atividade desses animais. A supervisora da Divisão de Zoonoses, Talita Rodrigues, explica que o calor intensifica o comportamento noturno dos escorpiões, que se alimentam principalmente de insetos como baratas.
“Com o aumento das temperaturas, a incidência de escorpiões cresce. Por isso, é fundamental manter quintais limpos, sem entulho, restos de construção, madeira ou materiais que possam servir de abrigo ou alimento”, orienta.
Atendimento em caso de picada
Em caso de acidente em Marília, a orientação é procurar atendimento médico imediato.
Ambas as unidades dispõem de soro antiescorpiônico.
Moradores que identificarem a presença de escorpiões podem acionar a Divisão de Zoonoses pelo telefone (14) 3401-2054 ou procurar a unidade de saúde mais próxima.
Região também registra alta
O aumento não se limita a Marília. Outras cidades da região apresentam crescimento nos registros:
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Presidente Prudente: 666 casos em 2025, contra 524 em 2024 (+27,09%);
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Bauru: de 429 para 512 casos (+19,43%);
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Botucatu: estabilidade, com 114 registros;
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Ourinhos: queda de 38% nas notificações.
A Secretaria da Saúde reforça que não existe inseticida ou veneno específico para eliminar escorpiões. O controle efetivo é a prevenção.
Orientações da Secretaria de Estado da Saúde
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O que é escorpionismo? Envenenamento causado pela picada de escorpião, por meio do ferrão na cauda.
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Quando surgem os sintomas? De forma imediata.
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O que fazer? Procurar imediatamente uma unidade de saúde. Se possível, levar foto do animal (não é necessário capturá-lo).
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Principais sintomas: Dor intensa no local e agitação.
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Grupo mais vulnerável: Crianças até 10 anos, com maior risco de complicações graves e óbito.
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O que não fazer: Não espremer, sugar ou fazer torniquete. Lavar com água e sabão, aplicar compressa morna e buscar atendimento.
Como prevenir acidentes
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Manter quintais e jardins limpos;
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Evitar acúmulo de lixo, folhas e madeira;
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Vedar frestas em paredes, pisos e batentes;
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Usar telas em ralos;
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Guardar calçados em locais fechados;
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Sacudir roupas e toalhas antes de usar;
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Utilizar calçados fechados e luvas ao manusear materiais empilhados.
A Vigilância Epidemiológica segue monitorando a situação e reforça que a colaboração da população é essencial para reduzir riscos e evitar novos acidentes.