Offline
De "aumento ridículo" a "parabéns": Vídeo flagra guinada de Kendji Takeda sobre reajuste de 6% a servidores
Por Moisés Moura
Publicado em 26/02/2026 17:07 • Atualizado 27/02/2026 17:45
Região

O presidente da Câmara Municipal, Kendji Takeda, está no centro de uma polêmica política após a divulgação de vídeos que mostram uma mudança em seu posicionamento a respeito do reajuste salarial dos servidores públicos municipais.

O “Antes”: Elogios ao reajuste

Em um primeiro momento, durante sessão oficial na Câmara Municipal, Takeda utilizou a tribuna para elogiar o projeto de lei encaminhado pelo prefeito que previa reajuste de 6% aos servidores.

Vestindo terno e gravata, o parlamentar parabenizou a administração municipal pela proposta.

“Gostaria de parabenizar o prefeito pelo projeto de lei. Realmente está dando um ajuste melhor do que muito lugar aí que realmente não teve esse reajuste”, declarou durante a sessão.

A imagem que mostra o presidente de terno trata-se de registro em arquivo feito pelo fotógrafo Moisés Moura.

O “Depois”: Crítica ao reajuste “ridículo”

Após a sessão, em vídeo gravado em ambiente informal e direcionado diretamente à câmera, Takeda adotou um tom crítico e incisivo ao falar sobre o mesmo reajuste.

Nas imagens, ele se dirige aos servidores e classifica o aumento de 6% como “ridículo”.

“Família que recebeu esse aumento ridículo de 6% que você deu”, afirma o vereador, demonstrando indignação com o percentual oferecido à categoria.

Repercussão

A divergência entre as falas — primeiro elogiando o projeto em plenário e, posteriormente, classificando o reajuste como insuficiente — repercutiu nas redes sociais. Servidores municipais e membros da oposição passaram a questionar a coerência do posicionamento do presidente da Casa, além de cobrarem explicações sobre o que teria motivado a mudança de discurso entre a manifestação oficial em plenário e o vídeo publicado posteriormente.

 

A reportagem procurou o presidente da Câmara Municipal, Kendji Takeda, para comentar a divergência entre as declarações, mas até o fechamento desta matéria não houve resposta.

Comentários