Offline
De "aumento ridículo" a "parabéns": Vídeo flagra guinada de Kendji Takeda sobre reajuste de 6% a servidores
Por Moisés Moura
Publicado em 26/02/2026 17:07
Região

O presidente da Câmara Municipal, Kendji Takeda, está no centro de uma polêmica política após a divulgação de vídeos que mostram uma mudança drástica em seu posicionamento a respeito do reajuste salarial dos servidores públicos municipais.

O “Antes”: Crítica ao reajuste “ridículo”

Em um primeiro momento, em vídeo gravado em ambiente informal e direcionado diretamente à câmera, Takeda adota um tom crítico e incisivo. Nas imagens, ele se dirige aos servidores e classifica o aumento de 6% proposto pelo prefeito como “ridículo”.

“Família que recebeu esse aumento ridículo de 6% que você deu”, afirma o vereador, demonstrando indignação com o percentual oferecido à categoria.

Imagem mostra o presidente de terno durante a sessão. A foto trata-se de arquivo registrado pelo fotógrafo Moisés Moura.

O “Depois”: Elogios à gestão municipal

Contudo, imagens registradas durante uma sessão oficial na Câmara mostram um discurso completamente diferente. Vestindo terno e gravata, Takeda utilizou a tribuna para parabenizar o prefeito pelo mesmo projeto de lei.

“Gostaria de parabenizar o prefeito pelo projeto de lei. Realmente está dando um ajuste melhor do que muito lugar aí que realmente não teve esse reajuste”, declarou o parlamentar durante a sessão.

Repercussão

A contradição entre as falas — em um momento classificando o reajuste como insuficiente e, em outro, exaltando-o como superior ao de outras localidades — repercutiu nas redes sociais. Servidores municipais e membros da oposição passaram a questionar a coerência do posicionamento do presidente da Casa, além de cobrarem explicações sobre o que teria motivado a mudança de discurso entre o vídeo publicado nas redes e a manifestação oficial em plenário.

 

A reportagem procurou o presidente da Câmara Municipal, Kendji Takeda, para comentar a divergência entre as declarações, mas até o fechamento desta matéria não houve resposta.

Comentários