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Morador de Marília está entre os cinco brasileiros que começam a ser julgados na Argentina por extradição dos atos de 8 de janeiro
Por Moisés Moura
Publicado em 03/12/2025 16:43
Região

A Justiça da Argentina iniciou nesta quarta-feira (3) o julgamento do processo de extradição de cinco brasileiros considerados foragidos pelo Brasil, entre eles um morador de Marília. A informação foi confirmada pelo Tribunal Criminal Número 3 de Buenos Aires, responsável pelo caso. O processo deve seguir até a próxima semana.

Os réus são:

  • Rodrigo de Freitas Moro Ramalho

  • Joelton Gusmão de Oliveira

  • Joel Borges Correia

  • Wellington Luiz Firmino

  • Ana Paula de Souza

O grupo faz parte dos 61 brasileiros condenados pelos atos de 8 de janeiro que fugiram para a Argentina após ordens de prisão expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Fuga e pedido de refúgio

Investigações da Polícia Federal apontam que vários condenados atravessaram a fronteira e solicitaram refúgio ao governo argentino como forma de driblar as prisões decretadas pelo STF.
No fim de 2024, após pedido oficial do Brasil, a Justiça argentina determinou a prisão dos foragidos. A lista enviada ao governo brasileiro incluía mais de 180 nomes de fugitivos na Argentina, Paraguai e Uruguai.

O julgamento

O processo iniciado nesta quarta-feira ouvirá os cinco condenados, além de representantes do governo brasileiro. Segundo o tribunal, a decisão do juiz Daniel Eduardo Rafecas pode ser divulgada já na semana que vem.

Rafecas já havia declarado que todos os 61 brasileiros presos no país passariam por julgamentos de extradição.
O porta-voz do governo argentino, Manuel Adorni, afirmou anteriormente que não existe “pacto de impunidade” e que a Argentina respeita as decisões da Justiça brasileira.

Contexto político

O presidente argentino Javier Milei é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, ambos críticos do governo brasileiro atual. Bolsonaro também é investigado no inquérito sobre os atos antidemocráticos de 8 de janeiro.

 

A extradição dos cinco foragidos foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator das ações penais relacionadas aos ataques às sedes dos Três Poderes.

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