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Estado de São Paulo confirma primeiro caso da nova cepa da Mpox, clado 1b, no Brasil
Publicado em 09/03/2025 11:49
SÃO PAULO

O estado de São Paulo registrou o primeiro caso da nova cepa da Mpox, conhecida como clado 1b, no Brasil. A paciente é uma mulher de 29 anos, residente na Região Metropolitana de São Paulo, que apresenta boa evolução e deve receber alta na próxima semana.

A mulher não viajou para regiões com surto da doença, mas teria recebido pessoas vindas do Congo, seu país de origem, recentemente. O serviço de vigilância investiga o caminho exato da infecção até a chegada ao Brasil.

De acordo com o diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, Luiz Carlos Pereira Júnior, exames confirmaram que a infecção foi causada pela cepa que provocou um surto prolongado no Congo e se espalhou para países vizinhos. O especialista destaca que não há motivo para pânico, pois a doença tem baixa letalidade e não apresenta indícios de alta transmissão no Brasil.

— Podemos passar o recado de que esse não é um momento de preocupação. Em diversos países houve a vigilância de contactantes (dos primeiros casos) e o bloqueio da doença. Por isso, fora do Congo, onde sua prevalência é maior, o clado 1b não se estabeleceu. Nossa vigilância é muito experiente — afirmou Luiz Carlos Pereira Júnior.

A paciente inicialmente procurou outro serviço de saúde e recebeu alta com orientação de isolamento por três semanas. No entanto, devido ao desconforto causado pelas lesões, foi encaminhada ao Instituto Emílio Ribas. O especialista reforça que o comportamento da paciente fora dos serviços de saúde não gera preocupação quanto à disseminação da doença, que normalmente requer contato íntimo, incluindo o toque nas lesões ou o compartilhamento de roupas de cama.

A Secretaria de Saúde recomenda que, em caso de sintomas compatíveis com a Mpox, como febre, dor no corpo e lesões na pele, a população procure uma Unidade Básica de Saúde para testagem e tratamento adequado.

O Brasil monitora a Mpox desde 2022, com a circulação predominante do clado 2. Em 2024, o estado de São Paulo registrou 1.126 casos sem óbitos.

 

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