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Governo Federal Anuncia Redução de Impostos para Conter Inflação dos Alimentos
Publicado em 07/03/2025 09:48
BRASIL

Brasília – Em uma tentativa de conter a inflação dos alimentos, o governo federal anunciou a isenção do imposto de importação sobre diversos produtos da cesta básica, como carne, café, milho, azeite de oliva, óleo de girassol, sardinha, biscoitos e massas. A medida foi divulgada na noite desta quinta-feira (6) pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, após uma reunião com representantes do setor alimentício em Brasília.

A redução das tarifas ainda precisa ser aprovada pela Câmara de Comércio Exterior. Segundo Alckmin, a medida entrará em vigor nos próximos dias, mas o governo ainda não tem uma estimativa precisa do impacto nos preços. “São todas medidas para reduzir preço, para favorecer o cidadão e permitir que ele mantenha seu poder de compra”, afirmou o ministro.

Outras Ações do Governo

Além da isenção dos tributos federais, o governo pretende discutir com os governadores a possibilidade de zerar o ICMS sobre alguns itens da cesta básica. Também será acelerado o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem, permitindo que produtos como leite, mel, ovos e carnes inspecionados em nível municipal e estadual possam ser comercializados em todo o país. Outra medida anunciada envolve o fortalecimento dos estoques públicos de alimentos para estabilizar os preços em momentos críticos.

Repercussão no Setor Alimentício

Representantes da indústria alimentícia avaliaram positivamente as iniciativas, destacando que elas impactam tanto setores competitivos quanto aqueles que dependem da importação de produtos. Evandro Gussi, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia, destacou que os produtos importados devem sofrer uma redução imediata nos preços, enquanto os itens de produção nacional precisarão ser monitorados.

A inflação dos alimentos e bebidas tem sido um dos principais desafios econômicos do país em 2024. Apesar de uma leve desaceleração em janeiro, os preços ainda registraram alta de 0,96%, marcando o quinto mês consecutivo de aumento. Com as novas medidas, o governo espera aliviar a pressão sobre os consumidores e estimular o setor produtivo.

 

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