O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, realiza neste sábado (24) o último ato de sua campanha eleitoral na Avenida Paulista, na capital paulista. O evento reúne apoiadores, parlamentares e lideranças políticas que participam da mobilização antes do segundo turno das eleições de 2026.
A concentração do público foi prevista para as 14h, na altura da Alameda Campinas, com início do ato programado para as 16h. Mais cedo, por volta das 13h30, manifestantes já se concentravam nas proximidades do Museu de Arte de São Paulo (Masp).
De acordo com a organização, Lula passará pelo público em um carro aberto. O formato foi alterado, e a caminhada inicialmente prevista foi cancelada para evitar a circulação de pessoas pelas ruas do entorno.
Aliados políticos participam do evento
Entre os nomes previstos estão o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), candidato à reeleição, e os ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Márcio França (PSB). Parlamentares e outras lideranças políticas também foram convidados.
A Avenida Paulista, com aproximadamente 2,8 quilômetros de extensão, é tradicionalmente utilizada para grandes manifestações políticas, tanto de grupos de esquerda quanto de direita.
Organização solicita reforço na segurança
A campanha discutiu medidas de segurança com a Polícia Militar, a Prefeitura de São Paulo e o Metrô durante uma reunião realizada em 20 de outubro. As conversas ocorreram após a divulgação de vídeos com imagens de vandalismo.
Segundo a organização, foram solicitadas medidas para proteger as estações do Metrô na região. Tapumes chegaram a ser instalados, mas a campanha informou que recebeu a informação de que a companhia retiraria a estrutura na madrugada deste sábado, alegando que adotaria outras medidas para proteger o patrimônio.
A coordenação também solicitou que os policiais utilizassem câmeras corporais ligadas durante todo o evento e permanecessem identificados durante a operação.
A campanha informou ainda que enviou ofícios à Polícia Militar e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para evitar que a mobilização prejudicasse o transporte das urnas eletrônicas. Até a manhã deste sábado, segundo a organização, não havia resposta da PM ao documento com os pedidos.
Dispersão será na Praça do Ciclista
A dispersão dos participantes está prevista para a Praça do Ciclista, também na Avenida Paulista. A medida busca facilitar a circulação de pessoas e reduzir possíveis impactos no trânsito da região.
Advogados do partido estarão distribuídos em pontos do evento para atender a eventuais ocorrências. A organização também informou que não será permitido o uso de drones durante o ato e que as imagens da mobilização serão disponibilizadas posteriormente.