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Renúncia de ex-vereador em São Manuel é classificada como "vergonha política" por jornalista Sandro Dálio
Por Moisés Moura (MTB 01022885/SP)
Publicado em 19/10/2026 16:47
São Manuel

Ex-parlamentar deixou o cargo após menos de dois anos de mandato, alegando perseguição política, mas analista aponta contradições na decisão.

A renúncia do ex-vereador Davi Pires Batista, ocorrida em São Manuel, foi apontada pelo jornalista Sandro Dálio como uma das maiores vergonhas políticas dos últimos anos na cidade. Segundo a análise, o caso ganha repercussão por envolver uma figura originária de um município vizinho — Pratânia —, embora com laços e respeito na comunidade são-manuelense.

De acordo com o jornalista, o município é emancipado e recebeu o ex-vereador, que obteve pouco mais de 500 votos e conquistou a confiança de parte dos eleitores. No entanto, após menos de dois anos de mandato, e após ser acusado e denunciado, o político optou por renunciar.

Perseguição política contestada

Durante sua manifestação, Sandro Dálio questionou o argumento de perseguição política utilizado para justificar a saída do cargo. O jornalista pontuou que as críticas e denúncias partiram de pessoas do próprio grupo político do ex-vereador, incluindo indivíduos que trabalharam e caminharam ao seu lado durante as eleições.

Para o analista, o argumento de perseguição interna perde força quando os próprios aliados foram os responsáveis por levar denúncias à delegacia e à Câmara Municipal. "Se Davi alega perseguição política, seriam perseguições políticas dentro do grupo dele", destacou o jornalista.

Reflexões sobre a carreira pública

Dálio também utilizou o episódio para fazer um alerta sobre os desafios da vida pública, ressaltando que a política exige resiliência diante de críticas e cobranças populares. Ele apontou que os eleitores esperavam que o ex-parlamentar cumprisse os quatro anos de mandato para apresentar demandas em prol da população.

Por fim, o jornalista avaliou que a decisão de renunciar pode ter sido motivada pelo receio de enfrentar um processo de cassação e eventual inelegibilidade, caso pretendesse concorrer futuramente em Pratânia. Concluindo sua avaliação, Dálio sintetizou o episódio com um provérbio: "Quem não deve, não teme; quem não deve, não renuncia".

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