Leopoldo Barros Teixeira, de 34 anos, foi sepultado nesta quinta-feira (24), em sua cidade natal, no interior de São Paulo. Ele estava na aeronave que caiu em Santa Catarina com outras quatro pessoas.
A morte de Leopoldo Barros Teixeira, de 34 anos, provocou comoção em Pongaí (SP), município de pouco mais de 3 mil habitantes onde ele cresceu. O copiloto morreu na queda de um helicóptero que transportava o cantor Rick, da dupla Rick & Renner, e outras três pessoas, em Santa Catarina.
A prefeitura decretou luto oficial de três dias. Familiares, amigos e moradores participaram das homenagens ao profissional, cujo corpo foi velado na Igreja Matriz da cidade e sepultado na manhã desta quinta-feira (24), no Cemitério Municipal.
Despedida reúne moradores
O velório começou às 20h de quarta-feira (23), na Paróquia São José. A cerimônia reuniu pessoas que acompanharam a trajetória de Leopoldo desde a infância.
Para Adilson Brumatti, empresário e amigo da família, a notícia da morte foi recebida com surpresa e tristeza pela comunidade.
“Essa notícia acabou pegando a cidade de surpresa e deixou todo mundo muito triste, em luto. Foi, infelizmente, como uma bomba que caiu para todos nós. O Leopoldo era um menino fantástico, do bem. Sonhava desde sempre em voar, em ser piloto, e infelizmente acabou acontecendo essa tragédia com uma coisa que ele tanto sonhou na vida”, relatou em entrevista à TV TEM.
O professor Heli Aroni, que conhecia Leopoldo desde os tempos de escola, também lamentou a perda.
“A gente conversou há pouco tempo porque ele estava muito contente com o trabalho. Por ser uma cidade pequena, todo mundo se conhece. Ele era um menino muito amoroso com todos. O sonho dele era ser piloto de helicóptero, ele batalhou e conseguiu. Essa notícia abalou a nossa pequena Pongaí”, afirmou.

Queda ocorreu durante viagem para a Serra Catarinense
O helicóptero desapareceu na tarde de segunda-feira (21), após decolar de Porto Belo (SC) com destino a São Joaquim, na Serra Catarinense.
Os destroços e os corpos dos cinco ocupantes foram localizados na terça-feira (22), em uma região de mata fechada e montanhosa, após uma operação de buscas e resgate.
Os corpos foram liberados do Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis na madrugada de quarta-feira, por volta da 1h30, após identificação por exame papiloscópico.
Segundo a família, o corpo de Leopoldo foi levado inicialmente para uma funerária em Osasco (SP), antes de ser transportado para Pongaí.
Sonho com a aviação foi retomado
Leopoldo havia retomado a carreira na aviação civil no ano passado. Segundo o irmão, Lincoln Barros Teixeira, trabalhar com helicópteros representava a realização de um sonho que o acompanhava desde a juventude.
“Nós falamos para ele seguir o sonho dele. Sempre o incentivamos. Ele morreu, mas morreu feliz fazendo o que amava”, disse Lincoln.
Os irmãos nasceram em Pirajuí (SP), já que Pongaí não possui maternidade, mas cresceram na cidade onde Leopoldo foi homenageado após a morte.
Solteiro e sem filhos, ele morava em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, onde trabalhava com helicópteros.
A família tentou entrar em contato com Leopoldo na segunda-feira, mas não conseguiu. A ausência de notícias deu início a uma espera angustiante até a confirmação da tragédia.
“A gente tentou entrar em contato com ele e não conseguimos. Aí foi toda essa agonia”, relembrou o irmão.
Lincoln contou ainda que a paixão do copiloto pela aviação começou na juventude, influenciada pelo contato com amigos da família. Após realizar um primeiro voo, Leopoldo decidiu fazer o curso de piloto e, depois de um período afastado, retomou a carreira com o apoio dos familiares.
A morte gerou uma onda de mensagens de solidariedade à família e mobilizou moradores de Pongaí, que acompanharam a despedida de um profissional lembrado pelo carinho e pela dedicação ao sonho de voar.