A Justiça do Estado de São Paulo determinou a internação provisória de Paulo Celso da Silva nesta quinta-feira (17), em São Manuel (SP). A ordem, expedida pela 1ª Vara Cível e Criminal a pedido do Ministério Público, cumpre diretrizes de atenção à saúde mental do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Código de Processo Penal.

A ação ocorreu na Rua Doutor Raphael de Moura Campos, no bairro Jardim Alvorada. A operação para o cumprimento do mandado reuniu agentes da Ronda Ostensiva Municipal (ROMU), da Guarda Civil, e uma equipe de saúde com ambulância para fazer a condução do homem.
Segundo a decisão judicial, o investigado deve ser encaminhado a um Hospital Geral ou leito referenciado pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), integrante da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). A destinação exata da vaga será definida pela Equipe de Avaliação e Acompanhamento de Medidas Terapêuticas (EAP-Desinst).

Histórico das investigações
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Agosto de 2022: O primeiro Boletim de Ocorrência foi registrado com denúncias de abusos que ocorriam desde 2009. A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) concluiu o inquérito e encaminhou ao Judiciário, gerando a denúncia do Ministério Público.
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Início de setembro de 2026: A repercussão do caso aumentou nas redes sociais após uma moradora publicar um vídeo cobrando agilidade nas apurações. A gravação citava um episódio recente e revelava que o homem usava doces e animais para atrair as vítimas.

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11 de setembro de 2026: Equipes da Polícia Civil, DDM e Polícia Científica cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do suspeito. Celulares e um notebook com indícios de arquivos apagados foram apreendidos e enviados para perícia técnica.
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17 de setembro de 2026: A Justiça decretou a internação provisória, e o mandado foi cumprido no local pelas forças de segurança e saúde do município.
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Diante do desdobramento das investigações sobre denúncias de abusos na cidade, a Unidade de Vigilância Zoonótica (UVZ) de São Manuel poderá ser acionada para realizar uma perícia técnica no cão do investigado. De acordo com as denúncias, o animal teria sido utilizado como forma de atrair menores para o local. As denúncias também levantam a suspeita de que o cão teria sido submetido a atos de maus-tratos e abuso. A avaliação médica e a elaboração de um eventual laudo sobre a saúde do animal dependerão do cumprimento de uma possível ordem judicial expedida no âmbito do processo.
As informações sobre o suposto uso do animal e os possíveis abusos ainda são objeto de investigação e, até o momento, não representam uma conclusão das autoridades sobre os fatos.