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Adolescente de 17 anos é apreendido em Jaú durante operação que investiga morte de menina transmitida em rede social
Por Felipe Augusto
Publicado em 15/09/2026 13:13
Região

Um adolescente de 17 anos foi apreendido nesta terça-feira (15), em Jaú (SP), durante a segunda fase da Operação Lívia, deflagrada pela Polícia Civil para investigar redes criminosas que atuavam em plataformas digitais, incluindo o Discord.

Segundo as investigações, o jovem é suspeito de integrar um dos grupos investigados por coagir menores de idade e incentivar práticas de violência e crueldade contra animais. A operação também apura o caso de uma adolescente de 13 anos que teria sido induzida à automutilação e ao suicídio, com parte das ações transmitida ao vivo pela internet.

Durante o cumprimento dos mandados na residência do adolescente, os policiais apreenderam diversos equipamentos eletrônicos. Foram recolhidos dois celulares, um notebook, uma CPU, um pen drive e dois discos rígidos.

De acordo com a Polícia Civil, o adolescente seria integrante de uma das plataformas utilizadas pelo grupo, onde uma jovem teria sido filmada durante episódios de automutilação.

Após a apreensão, o adolescente deve ser encaminhado para uma unidade da Fundação Casa e ficará à disposição da Vara da Infância e Juventude.

Operação Lívia

A segunda fase da Operação Lívia é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e ocorre em quatro estados e no Distrito Federal. A ação é um desdobramento da primeira etapa da investigação, realizada em agosto.

O objetivo é combater grupos que utilizam plataformas digitais para práticas de extremismo, misoginia, crueldade contra animais, coerção psicológica e indução de crianças e adolescentes a atos de violência e suicídio.

As investigações começaram após o caso de uma adolescente de 13 anos, ocorrido em julho, em Naviraí (MS). Segundo a polícia, a menina teria sido submetida a situações de automutilação, crueldade e induzida ao suicídio por integrantes de comunidades virtuais.

A análise de computadores, celulares e outros dispositivos apreendidos na primeira fase da operação ajudou os investigadores a identificar novos integrantes, administradores e moderadores dos grupos.

Ainda segundo a investigação, essas pessoas atuavam no recrutamento, na coação e na chantagem de vítimas consideradas vulneráveis, prática que passou a ser investigada como uma forma de "escravidão digital".

Na primeira fase da operação, realizada no início de agosto, um adulto foi preso e cinco adolescentes foram apreendidos. Entre eles estava um adolescente de 14 anos apontado pelas investigações como líder de um dos grupos. Ao todo, 11 pessoas foram presas ou apreendidas e responsabilizadas no curso das investigações.

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