Durante sessão na Câmara, parlamentares cobraram revisão no valor cobrado até para trajetos curtos e alertaram sobre a falta de cintos de segurança na frota.
A cobrança de tarifas intermunicipais e as condições de segurança dos ônibus que atendem os moradores de Pratânia (SP) voltaram ao centro dos debates na Câmara Municipal. Os parlamentares solicitaram que a Prefeitura interceda junto à empresa concessionária para negociar um reajuste proporcional nos preços das passagens e a instalação obrigatória de cintos de segurança nos veículos.
A cobrança por valores mais acessíveis foi levada ao plenário pela vereadora Ana Maria Quessada Gimenes, que assinou conjuntamente uma indicação apresentada pela vereadora Anália Neres de Morais.
Ana destacou a falta de proporcionalidade na tabela praticada para quem percorre trechos curtos no município:
"Quem monta nesse ônibus lá na Pratinha e desce na Prata é R$ 10,70. Quem monta lá na Pratinha e desce em São Manuel também continua sendo R$ 10,70. É meio desproporcional o preço. Se fizesse um preço mais acessível para quem vai pegar Pratânia-Pratinha ou Pratinha-Pratânia, acho que seria bem bacana para a população", afirmou a parlamentar.
A vereadora também alertou para o impacto no bolso dos moradores da cidade. "Torna-se caro, porque se duas pessoas da família estão indo para São Manuel, vão gastar quase R$ 50 de ida e volta", completou, sugerindo que o valor seja renegociado com a concessionária.
Queixas sobre frota e falta de segurança
Durante a sessão em Pratânia, os parlamentares citaram relatos de moradores sobre o estado de conservação dos ônibus e a elevação de preços em outros trechos regionais — como na linha entre São Manuel e Avaré, cuja passagem chega a R$ 22,00.
O presidente da Mesa Diretora reforçou o pedido e cobrou providências em relação aos equipamentos fundamentais de proteção nos veículos que transitam pelas rodovias:
"O principal é a parte de segurança. É o perigo mais perigoso aí, a gente tem visto bastante acidente na rodovia. Os cintos, pelo menos, têm que ser providenciados para ter realmente uma segurança para o transporte. Não tá de graça, tá pagando, então o mínimo que a gente exige é a segurança", ressaltou.
A indicação aprovada na Câmara de Pratânia segue agora para o Poder Executivo, que deve intermediar as reinvindicações com a empresa responsável pelo transporte intermunicipal.