O segundo dia da greve dos funcionários da CPTM, nesta quarta-feira (5), foi marcado por reclamações de passageiros que utilizaram os ônibus da Operação Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) em São Paulo. Usuários relataram longas filas, superlotação e dificuldades causadas por motoristas que desconheciam os trajetos e precisavam pedir orientação aos próprios passageiros.
Na Estação São Miguel Paulista, da Linha 12-Safira, passageiros afirmaram ter esperado cerca de uma hora e meia por um ônibus. Os primeiros veículos chegaram ao local apenas por volta das 6h15. Entre 5h50 e 7h15, apenas um ônibus do Paese foi registrado na estação, enquanto outros três chegaram somente após esse horário.
Segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), foram disponibilizados 195 ônibus para atender os passageiros das linhas paralisadas, número superior aos 128 veículos colocados em operação no primeiro dia da greve.
A distribuição da frota foi feita da seguinte forma:
- Linha 11-Coral: 95 ônibus;
- Linha 12-Safira: 90 ônibus;
- Linha 13-Jade: 10 ônibus.
A Artesp informou que inspetores acompanham a operação nas estações e que as empresas responsáveis foram orientadas a reforçar o suporte aos motoristas. Sobre os relatos de condutores que não conheciam os trajetos, a agência afirmou que pode ter se tratado de uma ocorrência pontual.
Imagens registradas durante a manhã mostraram ônibus lotados, com passageiros viajando em condições precárias, inclusive pendurados nas portas em algumas estações.
A paralisação afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, incluindo o Expresso Aeroporto. Os trabalhadores protestam contra a concessão das linhas à iniciativa privada e pedem a reestatização do serviço ou a garantia dos cerca de 4.700 empregos dos funcionários da CPTM.
Como medida para reduzir os impactos da greve, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos durante todo o dia e informou que consultas e exames da rede municipal serão remarcados para pacientes prejudicados pela paralisação. O Governo do Estado também manteve o plano de contingência para minimizar os transtornos no transporte público.