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Justiça solta dois investigados por morte de jovem em salto de rope jump em Limeira
Por Moisés Moura
Publicado em 09/07/2026 22:33
Região

João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins deixaram a prisão após pedido da Polícia Civil; outros quatro investigados seguem presos e foram denunciados por homicídio com dolo eventual.

Por G1 Piracicaba e Região 09/07/2026 22h32 Atualizado há 1 minuto

Two funcionários investigados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, foram soltos na última quarta-feira (8) por decisão da Justiça. A jovem morreu após cair de uma altura de aproximadamente 40 metros sem as cordas de segurança durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP).

João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins estavam presos preventivamente desde o dia 20 de junho. A liberdade foi concedida após a Polícia Civil pedir a revogação das prisões, e o Ministério Público (MP-SP) não apresentar denúncia contra os dois.

Mudança nas investigações

Segundo a Polícia Civil, João Antonio era o responsável por retirar os equipamentos dos participantes após os saltos. Ele havia sido detido inicialmente sob a suspeita de ocultação de provas, devido ao desaparecimento da câmera que a vítima utilizava no momento da queda. No entanto, o andamento das investigações descartou essa hipótese.

Já Gabriel Martins atuava no acompanhamento dos saltos e na preparação dos equipamentos de segurança. De acordo com o inquérito, ele também deixou de ser apontado como responsável direto pela falha que causou a tragédia.

Quatro seguem presos

Enquanto João e Gabriel ganharam a liberdade, outros quatro investigados no caso permanecem presos. O Ministério Público ofereceu denúncia formal contra o grupo pelos crimes de:

  • Homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de matar);

  • Fraude processual.

De acordo com as investigações policiais, foram constatadas falhas graves nos procedimentos de segurança adotados no dia do acidente, o que resultou na queda de Maria Eduarda sem a devida amarração dos cabos de sustentação. O processo segue em andamento na Justiça de São Paulo.

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