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MP realiza operação contra ex-servidores da Prefeitura de São Paulo por suspeita de fraude em licitações
Por Felipe Augusto
Publicado em 07/07/2026 10:29
Região

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, deflagrou na manhã desta terça-feira (7) a Operação Ar Frio para cumprir mandados de busca e apreensão contra dois ex-servidores da Prefeitura de São Paulo investigados por supostas fraudes em processos licitatórios.

De acordo com o Ministério Público, os investigados foram exonerados em março deste ano e são suspeitos de direcionar licitações em benefício de empresas previamente escolhidas, mediante o recebimento de vantagens indevidas. Um deles atuava na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, enquanto o outro ocupava o cargo de coordenador de licitações da Secretaria Municipal das Subprefeituras.

As investigações tiveram início após uma denúncia recebida pelo MP em fevereiro deste ano e apuram supostas irregularidades praticadas entre 2022 e 2025.

A principal licitação sob investigação envolve a compra de aparelhos de ar-condicionado, em um contrato estimado em R$ 1 bilhão. O processo chegou a ser suspenso durante as apurações e foi retomado após a exoneração dos servidores investigados.

Os mandados de busca foram cumpridos em imóveis ligados aos suspeitos na capital paulista e na região metropolitana. Durante a operação, os agentes apreenderam celulares, documentos e cerca de R$ 100 mil em dinheiro em espécie na residência de um dos investigados.

Segundo o Ministério Público, há indícios de que os investigados possuam patrimônio incompatível com a renda oficialmente declarada. As investigações apontam para a possível aquisição de imóveis, veículos e outros bens por meio de terceiros, o que pode caracterizar ocultação de patrimônio obtido de forma ilícita.

Os fatos são investigados, em tese, pelos crimes de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.

O Ministério Público destacou que nem a sede da Prefeitura de São Paulo nem os prédios das secretarias municipais são alvos da operação.

Prefeitura afirma que denunciou o caso

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que, em março deste ano, determinou preventivamente a exoneração de seis servidores e comunicou o caso ao Ministério Público após tomar conhecimento das suspeitas de irregularidades.

A administração municipal afirmou que não compactua com desvios de conduta e reforçou seu compromisso com a ética, a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos. A prefeitura também declarou que continuará colaborando com as investigações para que todas as denúncias sejam apuradas com rigor.

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