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Fotógrafo de Assis rifa camisa de Neymar para realizar sonho de cobrir Copa e registra Vini Jr., Mbappé e Haaland de perto
Por Felipe Augusto
Publicado em 26/06/2026 11:01
Região

Foto: Paulo Henrique Dias/Arquivo pessoal

O fotógrafo Paulo Henrique Dias, natural de Assis (SP), transformou o sonho de cobrir a Copa do Mundo em realidade após investir mais de R$ 30 mil para acompanhar a competição nos Estados Unidos. Para viabilizar a viagem, ele chegou a rifar uma camisa do Santos autografada por Neymar e outros itens de sua coleção pessoal.

A aposta deu resultado dentro e fora dos gramados: com credenciamento oficial, ele já registrou de perto alguns dos maiores nomes do futebol mundial, como Vinícius Júnior, Kylian Mbappé e Erling Haaland.

Segundo o fotógrafo, o momento mais marcante da viagem aconteceu quando Vinícius Júnior marcou um gol pelo Brasil e comemorou bem em frente às suas lentes. Desde então, ele já acompanhou partidas envolvendo seleções como França, Brasil e Noruega, ampliando seu portfólio com imagens de grandes estrelas do futebol internacional.

Foto: Arquivo pessoal

“Cada jogo me marcou de uma forma. Ver o Mbappé, o Haaland e o Vini Júnior tão perto foi uma experiência única. Tenho sido pé quente”, relatou.

INVESTIMENTO E SACRIFÍCIOS

Para realizar o projeto, Paulo precisou lidar com uma rotina simples durante a estadia nos EUA, economizando em hospedagem, transporte e alimentação. Ele calcula que os gastos já ultrapassam R$ 30 mil — valor que, segundo ele, poderia dobrar caso optasse por mais conforto.

“Estou vivendo o básico do básico. Casa alugada, transporte público e mercado. Mas tudo isso vale a experiência”, explicou.

Além do investimento próprio, ele promoveu uma rifa com mais de 150 números vendidos para complementar o orçamento. Entre os itens rifados estavam uma camisa autografada por Neymar e luvas assinadas pelo goleiro Ederson, da Seleção Brasileira.

MAIS QUE DINHEIRO: EXPERIÊNCIA E NETWORKING

Apesar dos custos elevados, o fotógrafo afirma que o retorno vai além do financeiro. Ele destaca o aprendizado e o contato com profissionais de diversos países como parte mais valiosa da experiência.

“Talvez eu leve meses para recuperar o dinheiro, mas o que estou aprendendo aqui não tem preço”, afirmou.

Inicialmente, o plano era permanecer até a fase de grupos, mas a organização financeira permitiu estender a cobertura até a final da competição.

TRAJETÓRIA E DESAFIO PESSOAL

Paulo também revelou que o credenciamento junto à Fifa e à CBF foi decisivo para sua participação. O processo exigiu documentação e aprovação prévia, algo que ele não esperava conseguir na primeira tentativa.

Mesmo satisfeito com os registros, ele reconhece que ainda está em evolução como profissional. “É minha primeira Copa. Às vezes a emoção atrapalha, mas estou aprendendo a cada jogo”, disse.

Entre uma partida e outra, o fotógrafo segue acumulando imagens e histórias que considera um marco em sua carreira e vida pessoal.

“Só de estar aqui já é uma vitória. É algo que vou levar para sempre”, concluiu.

 
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