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Venezuelano que mora em São Paulo vive horas de desespero sem notícias da família após terremotos em Caracas
Por Felipe Augusto
Publicado em 26/06/2026 07:48
Região

 

 Foto: Federico Parra/AFP

O venezuelano Roberto Mário Ávila Sansobrino, que vive há dez anos na cidade de São Paulo, passou por momentos de angústia após perder o contato com o pai e o irmão durante os fortes terremotos que atingiram a região de Caracas, capital da Venezuela, na noite da última quarta-feira (24).

Professor de educação física, Roberto contou que ficou cerca de dez horas sem conseguir notícias dos familiares, que residem na capital venezuelana. O desespero começou enquanto assistia a uma partida de futebol e recebeu uma mensagem de uma amiga alertando sobre o terremoto.

“Eu tentei ligar e mandar mensagens para meu irmão e meu pai, mas ninguém atendia. Foi desesperador”, relatou.

Somente na tarde desta quinta-feira (25), por volta das 17h, Roberto conseguiu receber uma mensagem do irmão informando que todos estavam bem. Segundo ele, os familiares estavam na casa de amigos, em outro bairro, no momento dos tremores.

“Eles ficaram sem bateria no celular e, por isso, não conseguiram entrar em contato antes. Felizmente, estão todos bem”, disse.

Apesar de o prédio onde seu pai e irmão moram não ter sofrido danos, uma construção vizinha ficou destruída em decorrência dos tremores.

“Foi um grande alívio. Faz anos que não os vejo pessoalmente, mas sempre mantemos contato por mensagens e fotos. Também procurei saber sobre outros parentes e todos estão bem”, afirmou.

Os terremotos que atingiram a Venezuela deixaram um rastro de destruição em Caracas e cidades vizinhas. De acordo com o governo venezuelano, o número de mortos chegou a 188, enquanto mais de 1.500 pessoas ficaram feridas.

As autoridades informaram ainda que ao menos 250 edifícios foram destruídos ou sofreram danos estruturais. Equipes de resgate seguem trabalhando na busca por desaparecidos em meio aos escombros, enquanto grupos organizados por moradores já contabilizam mais de 24 mil pessoas desaparecidas.

Diante da tragédia, diversos países, entre eles Brasil e Estados Unidos, anunciaram o envio de equipes especializadas para auxiliar nas operações de resgate e apoio humanitário.

 
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