Foto: Arquivo pessoal
Um casal de Pederneiras, no interior de São Paulo, transformou uma antiga van em uma verdadeira casa sobre rodas e percorreu oito estados brasileiros em uma viagem de 16 dias que terminou neste sábado (20).
A bordo de um Furglaine 1983, batizado carinhosamente de “Freitão”, Maria de Freitas e Roni Kleber de Freitas cruzaram o país durante as férias, passando por 14 cidades em diferentes regiões do Brasil.
A rota incluiu estados como Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, Bahia e o retorno a São Paulo. Entre os municípios visitados estão Uberaba (MG), Barra do Garças, Ribeirão Cascalheira e Confresa (MT), Santana do Araguaia e Redenção (PA), Araguaína (TO), Balsas (MA), além de cidades do interior do Piauí e da Bahia.
Funcionários públicos, os dois aproveitam o período de férias para colocar o pé na estrada. Segundo Maria, técnica de enfermagem, o estilo de viagem nasceu da vontade de conhecer o Brasil de forma simples e fora dos roteiros tradicionais.

Foto: Arquivo pessoal
“Nós não curtimos viagem a praia ou resorts. Gostamos da simplicidade mesmo. Às vezes nos chamam de loucos”, relatou.
Há cerca de três anos, o casal trocou a moto por um furgão antigo e iniciou o projeto de transformá-lo em motorhome. A adaptação foi feita por eles mesmos e incluiu cama, fogão, geladeira automotiva e até um banheiro improvisado, permitindo que cozinhem e durmam dentro do veículo durante o trajeto.
“Montamos uma casa, com fogão, cama, um pequeno banheiro e geladeira automotiva. Preparo as refeições dentro da van mesmo”, contou Maria.
Na traseira do veículo, o casal ainda leva uma motocicleta, usada para deslocamentos rápidos quando estacionam o “Freitão”.
Antes da vida sobre rodas, Maria e Roni já acumulavam experiência em viagens de moto. Ao longo dos anos, eles relatam ter conhecido 18 estados brasileiros e quatro países, sempre financiando as aventuras com economia própria ao longo do ano.
A jornada mais recente reforça o estilo de vida escolhido pelo casal: estrada, simplicidade e liberdade como rotina.