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Crateras mantêm Avenida dos Amaros interditada há um ano e meio em Itápolis
Por Felipe Augusto
Publicado em 17/06/2026 12:23
Região

 

 Foto: TV TEM/Reprodução

A população de Itápolis segue enfrentando transtornos causados pelas duas grandes crateras que interditam a Avenida dos Amaros, uma das principais vias da região central da cidade. O problema já dura um ano e seis meses e ainda não há previsão exata para a liberação do local.

As crateras surgiram após as fortes chuvas que atingiram o município em dezembro de 2024. Na ocasião, a estrutura da avenida foi comprometida devido à existência de um córrego canalizado sob o asfalto, provocando o afundamento da via e o risco de novos desmoronamentos.

Por questões de segurança, moradores e comerciantes que ocupavam imóveis próximos ao trecho afetado precisaram deixar o local devido ao risco de desabamento. Desde então, a área permanece interditada.

 Foto: TV TEM/Reprodução

A demora na recuperação tem gerado reclamações da população, que enfrenta desvios diários e dificuldades de acesso na região central da cidade. Em maio do ano passado, a situação já havia sido apresentada pela imprensa, quando a Prefeitura informou que realizaria uma licitação para dar início às obras. No entanto, os serviços ainda não começaram.

Em entrevista à TV TEM, o prefeito de Itápolis, Mi Reggiani, explicou que o processo licitatório já foi concluído, mas o início das obras depende da emissão de uma outorga do órgão estadual responsável pelos recursos hídricos.

Segundo o prefeito, houve inicialmente uma divergência relacionada aos cálculos de vazão, mas a questão já foi resolvida entre os órgãos envolvidos. Agora, a administração municipal aguarda apenas a liberação definitiva do documento para emitir a ordem de serviço.

A obra de recuperação da Avenida dos Amaros está orçada em aproximadamente R$ 6 milhões. Desse valor, R$ 3,8 milhões serão repassados pelo Governo do Estado por meio da Defesa Civil, enquanto o restante será custeado pela Prefeitura de Itápolis.

De acordo com a administração municipal, após a emissão da ordem de serviço, a empresa vencedora da licitação estima concluir os trabalhos em até 100 dias.

Enquanto a obra não começa, moradores e comerciantes continuam convivendo com os impactos causados pelas crateras, que transformaram uma importante via da cidade em um cenário de abandono e preocupação.

 
 
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