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Delegado acusado de matar adolescente em rodeio de Promissão é demitido da Polícia Civil
Por Felipe Augusto
Publicado em 08/06/2026 12:59
Região

 

 Foto: Arquivo pessoal

O delegado Vinícius Martinez, acusado de matar a adolescente Katrina Bormio Silva Martins, de 16 anos, durante uma festa do peão em Promissão (SP), foi demitido da Polícia Civil do Estado de São Paulo. A exoneração foi assinada pelo governador Tarcísio de Freitas e publicada no Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira (8).

Vinícius atuava na Polícia Civil em Ourinhos e responde na Justiça pela morte da jovem, ocorrida em agosto de 2024 durante uma confusão na saída do rodeio de Promissão.

Delegado irá a júri popular

Em decisão publicada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) em julho de 2025, foi determinado que o ex-delegado seja submetido a júri popular. Ele responderá por homicídio duplamente qualificado com dolo eventual — quando a pessoa assume o risco de provocar a morte — além da acusação de efetuar disparos de arma de fogo em local habitado.

A defesa recorreu da decisão, e o acusado continua respondendo ao processo em liberdade. Segundo o TJ-SP, a data do julgamento ainda não foi definida, pois o caso permanece na fase de recursos.

Relembre o caso

 Foto: Arquivo pessoal

A tragédia aconteceu na noite de 4 de agosto de 2024, durante uma festa do peão que reunia centenas de pessoas em Promissão. Conforme o boletim de ocorrência, o então delegado teria efetuado quatro disparos de arma de fogo ao tentar conter um homem que buscava entrar no recinto portando bebida alcoólica, situação proibida pela organização do evento.

Durante a ação, a adolescente Katrina Bormio Silva Martins foi atingida por um dos disparos. A jovem estava acompanhada de amigos e aguardava a chegada do pai para ir embora quando foi baleada.

Após o ocorrido, Vinícius Martinez passou por audiência de custódia, pagou fiança equivalente a cerca de 20 salários mínimos e foi liberado para responder ao processo em liberdade.

Defesa critica demissão

Em manifestação à imprensa, o advogado de defesa, Ernesto Nóbile, classificou a exoneração como uma “grande injustiça”. Segundo ele, o delegado estava em cumprimento do dever quando ocorreu a fatalidade.

A defesa informou ainda que estuda medidas judiciais e administrativas para tentar reverter a decisão do Governo do Estado de São Paulo.

O caso segue em tramitação na Justiça e aguarda o esgotamento dos recursos para que o julgamento pelo Tribunal do Júri seja marcado.

 
 
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