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Influenciador Gato Preto vira réu por acidente com Porsche na Faria Lima; Justiça suspende CNH e autoriza venda do veículo
Por Felipe Augusto
Publicado em 16/05/2026 10:49
SÃO PAULO

Foto: Reprodução/Redes sociais

A Justiça de São Paulo tornou réu o influenciador digital Samuel Sant’anna, conhecido como Gato Preto, por duas tentativas de homicídio por dolo eventual após um grave acidente de trânsito ocorrido em 2025 na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na Zona Oeste da capital paulista.

Segundo o Ministério Público, o influenciador assumiu o risco de matar ao dirigir em alta velocidade, sob efeito de álcool, ecstasy e maconha, avançando um sinal vermelho antes de atingir um Hyundai HB20 ocupado por pai e filho.

A decisão do Tribunal de Justiça foi publicada em 22 de abril e também determinou a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de Gato Preto, proibindo-o de dirigir qualquer veículo enquanto responde ao processo em liberdade.

A Justiça autorizou ainda a venda antecipada do Porsche Carrera 911 apreendido após o acidente. O veículo, avaliado em cerca de R$ 960 mil, deverá ser utilizado para garantir eventual indenização às vítimas.

No carro atingido estavam Edilson Maiorano e Ivan Maiorano. O filho sofreu fratura na mandíbula, além de lesões na mão direita e no globo ocular. Apesar da gravidade da batida, ninguém morreu.

Foto: Montagem g1/Reprodução/Redes sociais

O Ministério Público pediu indenização de R$ 100 mil por danos morais e materiais às vítimas. O valor definitivo ainda será analisado pela Justiça.

Além das tentativas de homicídio, Gato Preto também responde por ameaça, omissão de socorro, fuga do local do acidente e infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro.

A defesa do influenciador afirmou que pretende reverter a acusação para lesão corporal culposa, quando não há intenção de ferir. Segundo o advogado Jonata Carvalho, o caso “passa longe de ter dolo homicida”.

A influenciadora Bia Miranda, que estava no Porsche no momento do acidente, também poderá firmar acordo com o Ministério Público após ser acusada de omissão de socorro. Já o segurança do ex-casal, Felipe Junior da Silva Souza, aceitou acordo para pagar indenização às vítimas e cumprir medidas alternativas.

O caso inicialmente era tratado como lesão corporal, mas em outubro de 2025 teve a tipificação alterada para tentativa de homicídio após conclusão dos laudos e investigação do Ministério Público.

Gato Preto também responde a outros processos judiciais, incluindo uma ação por violência doméstica contra Bia Miranda e um caso de prisão por dívida de pensão alimentícia. Além disso, ele é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo jogos ilegais de azar.

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