Foto: Reprodução/TV Globo
A defesa de Laís Gabriela Barbosa da Cunha, de 27 anos, afirmou que a mulher que esfaqueou o cabeleireiro Eduardo Ferrari sofre de transtorno psicótico diagnosticado desde 2023 e interrompeu o tratamento medicamentoso após desenvolver hepatite medicamentosa. O caso aconteceu na última terça-feira (5), em um salão de beleza na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo.
Segundo o advogado criminalista Murilo Augusto Maia, Laís realiza tratamento em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e teria ido ao salão para tentar resolver a insatisfação com o corte de cabelo realizado em abril.
A defesa informou ainda que Laís carregava uma faca de cozinha na bolsa por medo de novos assaltos, após ter sido vítima de roubo nas proximidades do Terminal Rodoviário da Barra Funda.
De acordo com a nota divulgada pela defesa, a cliente teria reclamado do procedimento capilar já no dia seguinte ao atendimento, alegando que o resultado não ficou como esperado. Ainda segundo o advogado, ela tentou contato com o salão por mensagens, mas decidiu retornar pessoalmente a São Paulo para conversar com o profissional.
O caso foi registrado no 91º Distrito Policial (Ceasa) como lesão corporal, ameaça e autolesão. Já a defesa do cabeleireiro pretende solicitar ao Ministério Público de São Paulo a reclassificação do crime para tentativa de homicídio e homofobia.
A advogada Quecia Montino afirmou que o ataque ocorreu “de forma repentina, desproporcional e violenta pelas costas” e destacou que a própria autora teria declarado intenção de matar o cabeleireiro.
Em vídeo divulgado após o ocorrido, Eduardo Ferrari disse estar abalado emocionalmente e cobrou punição para a agressora. O cabeleireiro deve prestar depoimento à Polícia Civil nesta segunda-feira (11).
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a tipificação inicial do caso poderá ser revista durante o andamento das investigações, conforme novas provas e depoimentos sejam apresentados.