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Oito anos após tragédia, terreno de edifício que desabou no Centro de SP segue vazio
Por Felipe Augusto
Publicado em 02/05/2026 11:19
SÃO PAULO

Foto: Marcelo Brandt/G1

Oito anos após o desabamento do Edifício Wilton Paes de Almeida, no Centro de São Paulo, o terreno onde ficava o prédio continua sem construções. Localizado ao lado do Largo do Paissandu, o espaço permanece cercado por tapumes e protegido contra novas ocupações.

O edifício desabou em 2018 após um incêndio de grandes proporções. A estrutura era ocupada por famílias sem-teto que viviam no local de forma improvisada. Apesar de muitos moradores conseguirem sair antes do colapso, a tragédia deixou sete mortos, enquanto duas pessoas nunca foram encontradas. Equipes do Corpo de Bombeiros trabalharam por semanas na busca por vítimas entre os escombros.

Após o desastre, famílias desabrigadas permaneceram por meses em um acampamento improvisado na região, contando com a ajuda de voluntários que forneceram alimentos, cobertores e colchões. A Igreja Luterana de São Paulo, localizada ao lado do prédio, também foi atingida. Parte da estrutura já foi restaurada, mas o interior ainda passa por obras, financiadas por doações e pela venda do potencial construtivo do imóvel, que é tombado pelo patrimônio histórico.

Foto: reprodução/TV Globo

Em 2020, a União doou o terreno para a Prefeitura de São Paulo, que anunciou a construção de moradias populares no local. Inicialmente, o projeto previa um prédio de 14 andares com cerca de 90 unidades habitacionais, mas o cronograma não foi cumprido.

Agora, a administração municipal apresentou um novo plano, que prevê investimento de R$ 39,7 milhões na construção de 105 unidades habitacionais destinadas a famílias de baixa renda. Segundo a Secretaria Municipal de Habitação, o projeto passou por revisões técnicas e recebeu alvará em setembro do ano passado.

Atualmente, o empreendimento está em fase de licitação, com abertura das propostas prevista para o dia 1º de junho. Após a contratação da empresa responsável, a expectativa é de que as obras sejam concluídas em até 30 meses.

A prefeitura informou ainda que segue prestando auxílio-moradia de R$ 400 mensais para cerca de 190 famílias que viviam no edifício.

 

Paralelamente, as investigações sobre o incêndio continuam. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, três pessoas foram indiciadas por incêndio qualificado, e o inquérito segue em andamento.

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