Os eleitores de todo o país têm até o dia 6 de maio para regularizar o título de eleitor. Quem estiver com o documento cancelado ou irregular pode enfrentar uma série de restrições previstas em lei, além de ficar impedido de votar nas eleições de 2026.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, o prazo segue a determinação da Lei das Eleições nº 9.504/1997, que estabelece o fechamento do cadastro eleitoral 150 dias antes do pleito. O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 4 de outubro de 2026, com possibilidade de segundo turno em 25 de outubro.
No interior paulista, cidades como Presidente Prudente, Bauru, São José do Rio Preto, Itapetininga e Sorocaba somam mais de 82 mil eleitores com títulos cancelados por ausência nos três últimos pleitos até esta quinta-feira (16).
Números por cidade
Segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, o número de eleitores aptos e títulos cancelados é o seguinte:
Eleitorado apto:
- Presidente Prudente: 163.308
- Bauru: 274.122
- São José do Rio Preto: 338.328
- Itapetininga: 112.889
- Sorocaba: 520.539
Títulos cancelados por ausência:
- Presidente Prudente: 8.978
- Bauru: 18.806
- São José do Rio Preto: 23.734
- Itapetininga: 5.589
- Sorocaba: 25.488
Além disso, também há registros de cancelamentos por falta de revisão biométrica em algumas cidades.
Consequências para quem não regularizar
Manter o título em dia é fundamental não apenas para votar. Eleitores com situação irregular ficam impedidos de:
- Participar de concursos públicos
- Receber salários em cargos públicos
- Concorrer em licitações
- Emitir passaporte ou carteira de identidade
- Renovar matrícula em instituições públicas
- Comprovar quitação com obrigações legais
Orientação
O TRE-SP alerta que a procura pelos serviços eleitorais deve aumentar nos últimos dias antes do prazo final, o que pode gerar filas e demora no atendimento. Por isso, a recomendação é que os eleitores regularizem a situação o quanto antes.
As eleições de 2026 vão definir cargos importantes como deputados, senadores, governadores e o presidente da República. Estar com o título regularizado é o primeiro passo para garantir o direito ao voto.