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Bebê morre durante o parto em Bauru; família denuncia possível negligência médica
Por Moisés Moura
Publicado em 14/04/2026 15:28
Região

Um bebê morreu durante o parto na Maternidade Santa Isabel, em Bauru, e a família acusa a equipe médica de negligência no atendimento. O caso ocorreu no dia 8 de abril e foi registrado como morte suspeita na Delegacia de Piratininga, onde a mãe reside.

De acordo com o boletim de ocorrência, a gestante estava com 40 semanas e seis dias de gravidez e realizava acompanhamento pré-natal regular. Nos dias que antecederam o parto, ela passou a ser atendida na unidade em Bauru.

Segundo o relato da família à polícia, na tarde do dia 8 a mulher procurou atendimento após notar a ausência de movimentos do bebê. Na maternidade, foi constatado que ela apresentava pressão alta, sendo internada para controle.

Ainda conforme o registro, o companheiro da gestante questionou a equipe médica sobre a realização de uma cesariana, mas foi informado de que o procedimento não seria feito naquele momento, pois ela não estava em trabalho de parto.

A família afirma que houve recusa na realização da cesariana e cita a Lei Estadual nº 17.137/2019, que garante à gestante o direito de escolher a via de parto a partir da 39ª semana, desde que devidamente informada sobre os riscos e com consentimento registrado.

Em nota técnica, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo orienta que a norma deve ser aplicada quando a gestante estiver em trabalho de parto, embora essa condição não esteja expressamente prevista na legislação.

Durante a noite, a equipe médica iniciou a indução do parto. Horas depois, ao tentar verificar os batimentos cardíacos do bebê, os profissionais constataram a ausência de sinais vitais.

A gestante foi submetida a uma cesariana de emergência, mas a criança nasceu sem vida. O corpo do bebê foi sepultado no dia seguinte, no cemitério municipal de Piratininga.

O caso será investigado pela Polícia Civil para apurar se houve falha no atendimento médico.

 

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou que lamenta profundamente o ocorrido e determinou a abertura de apuração interna, com análise do relatório médico sobre o atendimento prestado à paciente.

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