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Parceria entre Hospital de São Manuel e Famesp enfrenta entraves burocráticos; vice-prefeito explica situação
Por Moisés Moura
Publicado em 20/03/2026 18:51
São Manuel

Em entrevista à Rádio Clube Centro Oeste Paulista, Ge Barros detalhou as negociações e as exigências que impedem a concretização do acordo de gestão.

A prefeitura de São Manuel e a Famesp (Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar) ainda não chegaram a um consenso para a formalização de uma parceria na gestão do hospital municipal. Em entrevista à Rádio Clube Centro Oeste Paulista, o vice-prefeito Ge Barros apontou que entraves burocráticos e a negativa do Governo do Estado em participar da triangulação do acordo são os principais obstáculos no momento.

Segundo Barros, a proposta inicial da Famesp previa uma gestão plena com o apoio direto da Secretaria de Estado da Saúde. No entanto, o modelo foi rejeitado pelo secretário estadual, Eleuses Paiva.

"Eles queriam fazer uma parceria direto com o governo do estado e com o município para poder realmente pegar a gestão plena do hospital, mas com o apoio da Secretaria de Estado. Isso, num primeiro momento, foi descartado pelo secretário", explicou o vice-prefeito.

Negociações diretas entre Município e Fundação

Com a negativa do Estado, a administração municipal tenta agora viabilizar o convênio sem a intervenção da secretaria estadual. Barros informou que uma comissão formada por membros do município e da diretoria do hospital já realizou a primeira reunião de alinhamento.

Um novo encontro está agendado para a próxima semana, com o objetivo de analisar os indicadores financeiros e operacionais da unidade de saúde.

Encaminhamentos oficiais

O Executivo municipal informou que está finalizando um ofício e um requerimento direcionados ao presidente da Famesp, o professor Pascoal Barretti. O documento deve ser submetido à análise do conselho da Fundação em sua próxima reunião.

De acordo com o vice-prefeito, a intenção da administração é que a parceria se concretize a "curto ou médio prazo", dependendo da aceitação dos termos pela Famesp e da viabilidade financeira do projeto para os cofres municipais.

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